Educação

Distribuição de manuais "só é verdadeiramente positiva se não excluir ninguém"


 

Lusa/AO online   Regional   9 de Set de 2008, 15:56

O líder do PSD/Açores alertou que a distribuição de manuais pelas escolas, para libertar as famílias desta despesa, "só é verdadeiramente positiva se não excluir ninguém", alegando a necessidade de uma educação mais inclusiva.
"As medidas socialistas tendem a excluir, sistematicamente, a classe média, que trabalha para pagar estas medidas, mas depois é a última a ser beneficiada", afirmou à agência Lusa Carlos Costa Neves.

    O presidente do Governo Regional, Carlos César, anunciou hoje que as escolas do ensino básico dos Açores vão receber, ao longo dos próximos anos, manuais escolares para permitir libertar as famílias das ilhas desta despesa.

    O líder do PSD/Açores assinalou hoje o arranque do ano lectivo com uma visita à Escola Básica e Jardim-de-Infância da Ribeirinha, na ilha do Faial, frequentada por 14 alunos no pré-primário e dez no ensino básico.

    Para Costa Neves, as razões "meramente economicistas" não podem servir de razão para fechar uma escola por mais pequena que seja, defendendo que a regra deve ser "uma freguesia, uma escola".

    Enaltecendo o esforço dos órgãos das várias escolas nos Açores para iniciarem o ano lectivo com normalidade, Costa Neves criticou as reformas que o Governo Regional socialista tem vindo a implementar no sector da Educação.

    Neste sentido prometeu, caso vença as eleições regionais de 19 de Outubro, reduzir as turmas para o máximo de 20 alunos e, nos casos de jovens com necessidades educativas especiais, fazer turmas de apenas 18 alunos.

    "As reformas devem ser feitas com rigor e não no sentido do facilitismo, como tem sido feito", salientou Costa Neves, ao defender que cada escola não deve ter mais do que 800 alunos.

    O líder do PSD/Açores alertou, ainda, para a "agressão gratuita" de que têm sido alvo os professores por parte do Governo Regional, acrescentando que o sistema de classificação dos docentes que arranca este ano tem de ser alterado, pois "tal como foi concebido não vai funcionar".

    O novo ano lectivo arrancou esta terça-feira nos Açores para cerca de 42 mil alunos nos diversos graus de ensino e com cerca de cinco mil professores nos quadros.

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