Discurso sobre o Estado da UE domina agenda da próxima sessão plenária do PE

O Parlamento Europeu (PE) inicia na segunda-feira a sessão plenária da ‘rentrée’, dominada pelo sexto discurso, na quarta-feira, da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, sobre o Estado da União Europeia (UE).



No seu discurso, que começa às 9:00 (8:00 em Lisboa) em Estrasburgo (França), von der Leyen deverá fazer o habitual balanço do trabalho feito e apontar as prioridades para o próximo ano, que passarão pela defesa e segurança, economia e competitividade, bem como pelo próximo orçamento plurianual da UE 2028-2032.

Na sua intervenção, a presidente do executivo comunitário planeia apresentar os detalhes de uma proposta para limitar o acesso dos menores às redes sociais a nível europeu, revelou a própria numa mensagem nas redes sociais, na qual defende que "a Europa tem o poder de agir" para proteger os menores dos riscos da Internet.

Após o discurso, a líder do executivo comunitário debaterá com os eurodeputados.

O primeiro discurso sobre o Estado da União foi proferido em 07 de setembro de 2010 por José Manuel Durão Barroso, enquanto presidente da Comissão Europeia (2004-2014).

Na assistência, na quarta-feira, estará o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, como convidado de honra, e que intervirá no PE no dia seguinte, devendo abordar os interesses económicos e de segurança comuns aos dois blocos, incluindo a guerra da Rússia contra a Ucrânia, os ataques híbridos, a ingerência estrangeira, as políticas da China e as relações com os EUA.

Em março, os eurodeputados adotaram uma resolução apelando a uma cooperação mais forte entre a UE e o Canadá para fazer face aos desafios em matéria de segurança e impulsionar o comércio.

Na terça-feira, será debatido e votado na sessão plenária um relatório da Comissão Especial do Parlamento Europeu sobre o Escudo Europeu da Democracia (EUDS, na sigla em inglês), que apresenta recomendações para proteger as instituições democráticas da UE contra interferências maliciosas, ataques híbridos e campanhas de desinformação.

A eurodeputada portuguesa Ana Catarina Mendes (PS) é relatora-sombra do texto.

No mesmo dia, o PE recebe a chefe da diplomacia da UE, Kaja Kallas, para um debate sobre a guerra híbrida e os ataques recentemente atribuídos à Rússia em território europeu – considerada a ameaça mais grave, a que se juntam China, Irão e Coreia do Norte.

Os ataques híbridos incluem incursões de drones, violações do espaço aéreo, sabotagem de infraestruturas críticas e cabos submarinos, ciberataques, fogo posto, planos de assassinato e a instrumentalização da migração e da criminalidade organizada.

Também na terça está agendado um debate, com votação de uma resolução dois dias depois, sobre a situação humanitária e de segurança em Ceuta (Espanha), na sequência da entrada em grande escala de migrantes em julho no enclave espanhol, que faz fronteira com Marrocos.

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