Direita dos Açores quer regulamentação do crédito do Subsídio de Mobilidade

O Governo da República “ainda não regulamentou” o mecanismo de crédito do Subsídio Social de Mobilidade (SSM) previsto no modelo em vigor desde o ano passado, criticaram as estruturas açorianas do PSD, do CDS-PP e do PPM.



Os partidos que suportam o Governo dos Açores entregaram no parlamento regional um projeto de resolução para que o Governo da República regulamente o mecanismo financeiro do SSM, sublinhando que decorreu já “cerca de um ano após a aprovação do novo modelo” e lamentando também que os passageiros continuem “a ser obrigados” a pagar a passagem na totalidade no ato de compra.

“É urgente a regulamentação do mecanismo financeiro de crédito”, para que seja “criada uma verdadeira tarifa de residente que assegure simplicidade, previsibilidade do preço para os passageiros residentes e eliminação de burocracia desnecessária”, defendem, citados em nota de imprensa.

Um novo modelo do SSM atribuído aos residentes e estudantes dos Açores e da Madeira nas viagens para o continente e entre as duas regiões entrou em vigor em abril de 2025, prevendo, entre outras medidas, a criação de um mecanismo de financiamento para que o passageiro possa recorrer a crédito.

Entre as principais alterações estavam a redução do valor das tarifas máximas pagas pelos beneficiários do subsídio e a criação de uma plataforma eletrónica para agilizar os reembolsos (em vez de serem solicitados nos CTT), entretanto concretizadas.

Para os autores do projeto de resolução hoje entregue, o modelo atual, assente na plataforma eletrónica, “em vez de simplificar procedimentos, criou mais entraves burocráticos”, como a “exigência de documentação redundante, problemas na autenticação dos utilizadores e falhas técnicas recorrentes”.

“Os passageiros açorianos enfrentam agora mais obstáculos do que no anterior sistema em papel, o que agrava a já penosa exigência de terem de adiantar o custo total do bilhete”, dizem os deputados.

Segundo os parlamentares, a regulamentação do mecanismo financeiro de crédito permitirá “assegurar que os passageiros residentes não tenham de pagar valores que excedam o montante que lhes cabe suportar (nomeadamente 119 euros nas ligações entre os Açores e o continente), aproximando o funcionamento SSM do modelo da Tarifa Açores, mediante a criação de uma verdadeira tarifa de residente”.

Os partidos anunciaram também a entrega no parlamento dos Açores de uma anteproposta de lei que visa a suspensão, até ao final de 2026, do modelo digital do SSM.

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