Devolução pela SATA de 3ME é “bom resultado” face ao “que se chegou a falar”

O Governo dos Açores considerou a decisão da Comissão Europeia, que obrigou a SATA a devolver três milhões de euros por falhar o prazo da privatização, um “bom resultado” face aos “valores que se chegaram a falar”



Em declarações aos jornalistas em Ponta Delgada, a secretária regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas afirmou que a decisão “dá bem nota da forma como a Comissão Europeia acompanha de perto” o processo de alienação da companhia aérea Azores Airlines.

“Felizmente, e após as explicações que se deram sobre todo o processo, acabou por ser três milhões. Obviamente que é importante, mas para os valores que se chegaram a falar é, de facto, um bom resultado final. A verdade é que, a conclusão a tirar, é que temos mesmo de cumprir o calendário e temos mesmo de cumprir o plano de reestruturação”, afirmou Berta Cabral, à margem da apresentação dos novos critérios para o galardão turístico Misotis Azores.

O jornal Público revela esta segunda-feira que a TAP vai ter de devolver 25 milhões ao Estado por atraso na venda da Cateringpor e da Spdh, enquanto a SATA terá de devolver três milhões de euros por não ter privatizado 51% da Azores Airlines até ao final de 2025, segundo decisão da Comissão Europeia.

Em reação, a secretária regional reiterou que o Governo dos Açores vai cumprir o plano de reestruturação com “toda a responsabilidade” e alertou que é preciso "estar ciente" e ter a "noção" de que a Comissão Europeia "acompanha de perto" o processo de reestruturação da SATA.

“Quando às vezes se diz para fazer isto ou aquilo, fazer mais ou fazer menos, não. Nós temos de cumprir o plano de reestruturação”, reforçou.

Berta Cabral revelou, também, que em cima da mesa chegaram a ser abordados “valores muito superiores” aos três milhões de euros.

“Sempre que há qualquer alteração ao calendário previsto há aplicação de uma penalização. Podia ter sido muito superior. Na TAP é superior, mas também tem outra dimensão. Mas também se chegou a falar em valores muito superiores para a SATA”, adiantou.

Questionada sobre se o executivo açoriano tinha conhecimento da penalização quando solicitou a prorrogação do prazo de privatização, a secretária regional rejeitou entrar em “questões mais de pormenor e detalhe” por não estar sob a sua tutela.

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