Política

Costa Neves acusa César e Sócrates de serem "cúmplices" de "agressão aos Açores"

Costa Neves acusa César e Sócrates de serem "cúmplices" de "agressão aos Açores"

 

Lusa/AO online   Regional   12 de Out de 2008, 00:39

 O líder do PSD/Açores acusou o presidente do Governo açoriano e o primeiro-ministro de serem "cúmplices" de uma "agressão aos Açores" e de não resolverem questões pendentes entre a região e o Governo da República.
"César fala grosso quando Sócrates está longe.
Quando estão ao lado um do outro é mansinho, mansinho, mansinho", afirmou Carlos Costa Neves, aludindo ao jantar comício do PS/Açores sexta-feira em Ponta Delgada, que contou com a presença do secretário-geral do partido, José Sócrates.
Para o candidato social democrata à presidência do Governo regional nas eleições de 19 de Outubro, os dois amigos são "cúmplices" de uma "agressão aos Açores", deixando por resolver questões ligadas à Universidade dos Açores, segurança, eléctrica açoriana (EDA), RTP/RDP e ao preço das passagens aéreas entre os Açores e o continente para os residentes.
"Não só não ouvi resposta nenhuma como me incomodou ver o presidente do Governo [Carlos César] ao lado do outro [José Sócrates] como se estivesse tudo no melhor dos mundos e como se esses assuntos não tivessem de ser tratados", disse Costa Neves, lembrando que no caso da convergência do tarifário eléctrico o Governo da República já deve 35 milhões de euros à EDA. 
"Estava à espera que o engenheiro Sócrates viesse aos Açores e disse-se como vai resolver ou não a situação da Universidade. Nada. Zero. Também sei que nas principais cidades dos Açores há um problema de segurança", afirmou o líder do PSD/Açores, acrescentando que "faltam 30 por cento de polícias e melhores meios" no arquipélago.
Confiante que o "oásis socialista" vai terminar este mês, Costa Neves considerou que para o actual Governo Regional os Açores não têm nove, mas duas ilhas, argumentando que "a estrela cantante" contratada pelo PS para animar os seus comícios só vai actuar em São Miguel e Terceira.
No sábado à noite o partido socialista realizou um jantar comício na ilha Terceira, que contou com a actuação do cantor Tony Carreira. 
"Só lhes interessa onde há muitos votos", frisou Costa Neves, para quem "o governo socialista não merece a Santa Maria que têm, já que a ilha é enganada todos os dias".
Perante uma sala cheia, que teve de esperar mais de 60 minutos além da hora marcada para ouvir o líder do PSD/Açores discursar, Costa Neves apelou ao voto "mesmo que seja noutro partido" para que os socialistas "chumbem" nas eleições. 
A ilha de Santa Maria, com cerca de seis mil habitantes, elege a 19 de Outubro três dos 57 deputados para o parlamento açoriano, que está sedeado na ilha do Faial.
Este domingo Costa Neves regressa à maior ilha açoriana, São Miguel, ilha que elege 19 deputados, para participar em jantares comícios e campanhas de rua, antes de viajar, na terça-feira, até à ilha Terceira, de onde é natural.

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