Construir 2030 recebeu 1.406 candidaturas e tem 567 aprovadas nos Açores

O Sistema de Incentivos Construir 2030 recebeu nos Açores 1.406 candidaturas para um investimento total de 748,3 milhões de euros, estando 567 aprovadas e em execução, disse à agência Lusa o diretor regional do Empreendedorismo e Competitividade



Segundo Bruno Belo, os avisos das candidaturas decorreram entre agosto de 2023 e dezembro de 2025, tendo sido submetidas 1.406 aos quatro subsistemas de incentivo do programa: pequenos negócios, jovem investidor, base económica local e negócios estruturantes.

O Construir 2030 já aprovou 567 candidaturas, que representam um investimento total de 240 milhões de euros e um fundo aprovado no valor de 110 milhões de euros.

Das 1.406 candidaturas recebidas, 1.065 são de pequenos negócios, “com um investimento total programado de 68,8 milhões de euros e com [um] incentivo estimado na ordem dos 21 milhões de euros”, referiu.

“Ora, neste momento já temos, deste subsistema, 10 milhões de euros aprovados e isto significa, […] em termos de candidaturas, [que] esta medida tem sido muito procurada”, disse à Lusa o diretor regional do Empreendedorismo e Competitividade do Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM).

Bruno Belo explicou que esta medida tem a particularidade de abranger “um leque de atividades económicas, de códigos de atividades económicas, muito grande, o que permite que haja uma elasticidade muito grande naquilo que é a abrangência de atividades económicas que podem ser elegíveis neste subsistema”.

“O que nós percebemos, hoje, é que todos os concelhos têm investimento cofinanciado, e todos os concelhos têm, sobretudo, investimento dos pequenos negócios”, observou.

Ainda segundo o responsável, foram candidatados e aprovados projetos em sítios onde a atividade económica é mais difícil.

“E isso, para nós, é muito importante, porque para além de estarmos a levar investimento a esses sítios, também estamos a contribuir para a fixação de pessoas”.

Quanto à medida jovem investidor, o diretor regional referiu que foram submetidas 36 candidaturas, com um valor de investimento de 8,7 milhões de euros, estando, neste momento, 3,7 milhões de euros de investimento aprovado.

Já em relação à ação relacionada com a base económica local, direcionada para áreas de negócio de transações de bens e serviços, foram apresentadas 144 candidaturas, com um valor de 55 milhões de euros de investimento total e, neste momento, “já estão aprovados 31,6 milhões de euros”.

Por fim, no tocante aos negócios estruturantes, os Açores contam com 161 candidaturas para um investimento total de 600 milhões de euros.

Esta ‘linha’ tem, neste momento, “já um investimento aprovado de 182 milhões de euros, com um fundo aprovado de 84 milhões de euros”.

Perante os resultados, o responsável considerou que o Construir 2030 apresenta “números muito significativos”.

“Temos a consciência de que, se calhar, nem todo esse montante de investimento será executado […], mas temos também a certeza que muito desse investimento será executado e, para nós, é algo muito significativo. Portanto, não é normal uma procura tão grande pelo investimento”, afirmou.

As candidaturas aos incentivos abrangem os 19 concelhos dos Açores e são em variadíssimas áreas de negócio: restauração, alojamento local, hotelaria, alojamento em espaço rural, animação turística, indústria e inovação tecnológica.

Por ilhas, as candidaturas apresentadas ao Construir 2030 estão em maior número em São Miguel (635 submetidas, 239 aprovadas), Terceira (243, 126), Pico (196, 67), Faial (122, 43), São Jorge (79, 29), Flores (44, 17), Santa Maria (43, 22), Graciosa (42, 23) e Corvo (duas submetidas e uma aprovada).

Dado o volume de trabalho em execução na região, Bruno Belo admitiu preocupações com a conclusão dos investimentos aprovados “no tempo certo”, para que não haja penalizações, dado que o horizonte temporal de execução é 31 de dezembro de 2029, mas o mercado está a dar resposta às necessidades do momento.


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