Numa resposta enviada à representação parlamentar do Chega/Açores, e consultada pela agência Lusa, o secretário regional dos Assuntos Parlamentares e Comunidades, Paulo Estêvão, esclareceu que “a empreitada que liga a Via Vitorino Nemésio à Circular de Angra do Heroísmo tem conclusão prevista para o final do mês de junho do corrente ano”.
O Governo açoriano adiantou que, "apesar de existir um plano de trabalhos de recuperação, com término previsto na data indicada", a obra não regista, "até ao momento, qualquer atraso efetivo", sendo a sua evolução acompanhada diariamente.
Ainda segundo o executivo regional, "não existem alterações ao projeto inicial" da obra, que representa um investimento superior a 6,8 milhões de euros do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
Da mesma forma, não estão previstos, atualmente, trabalhos adicionais ou complementares no âmbito desta empreitada, é referido ainda na resposta.
Em março, o Chega/Açores exigiu ao Governo Regional respostas sobre os atrasos nas obras da circular de Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, uma intervenção “com impacto direto nas acessibilidades, segurança rodoviária e na atividade económica local”.
Em comunicado, o partido adiantava que entregou um requerimento na Assembleia Regional a pedir “esclarecimentos sobre o estado de execução da empreitada de ligação entre a Via Vitorino Nemésio e a Circular de Angra do Heroísmo”.
“O Chega sublinha a relevância estratégica desta obra para a mobilidade na ilha Terceira, uma vez que envolve ligações estruturantes entre importantes eixos rodoviários, com impacto direto nas acessibilidades, na segurança rodoviária e na atividade económica local”, frisava.
O partido pretendia aferir a “razão dos atrasos” naquela obra, cuja execução começou em novembro de 2024, alegando que “têm sido reportadas dificuldades no terreno, designadamente por parte de empresários cujos estabelecimentos se encontram nos troços abrangidos pela intervenção, apontando para constrangimentos no acesso e potenciais prejuízos decorrentes da duração dos trabalhos”.
O Chega, que tem cinco deputados na Assembleia Regional, defende que os projetos financiados por fundos comunitários “exigem um elevado grau de rigor, transparência e cumprimento de prazos”, sendo “essencial garantir que não existem desvios que possam comprometer a sua execução”.
