Compra de materiais e medicamentos passa a ser centralizada

Compra de materiais e medicamentos passa a ser centralizada

 

Lusa/AO online   Regional   18 de Nov de 2013, 16:44

O secretário regional da Saúde dos Açores anunciou esta segunda-feira que a aquisição de equipamentos de consumo clínico e medicamentos nos três hospitais da região vai passar a ser centralizada, prevendo uma poupança anual de 500 mil euros.

"Com esta centralização e com esta maior interação entre os três hospitais da região conseguimos fazer uma poupança funcional de cerca de 500 mil euros (...) fruto de uma aquisição pelo preço mais baixo de uma das unidades poder ser partilhada com outras unidades", salientou Luís Cabral, à saída de uma reunião com o Conselho de Administração do hospital da ilha Terceira, em Angra do Heroísmo.

Segundo garantiu, haverá uma poupança de cerca de 300 mil euros com os equipamentos de consumo clínico e de 200 mil euros com o concurso centralizado de medicamentos genéricos, que está agora a ser preparado, e que terá como valor base "o preço mais baixo que já está a ser adquirido por um dos hospitais, aos fornecedores locais ou nacionais, conforme as situações".

"O que estamos a desenhar é um concurso único, que define o preço de aquisição para os três hospitais", frisou.

A aquisição de medicamentos de forma centralizada não vai colocar em causa o fornecimento de materiais e medicamentos dos armazenistas locais, porque não haverá um "concurso para fornecedores externos", mas um alargamento do fornecimento que já existe de um hospital aos três, afirmou.

"Como são concursos públicos e têm os seus tempos de decurso, pode permitir que os fornecedores locais se adaptem a essa realidade ou então os próprios fornecedores locais perceberem que eles próprios já são as entidades que fazem o preço mais baixo aos hospitais", frisou, acrescentando que a tutela pretende "continuar a trabalhar com os fornecedores locais".

Luís Cabral adiantou que foram detetadas situações em que os valores eram "o dobro ou o triplo" do que era cobrado noutro hospital.

A centralização da aquisição de materiais e medicamentos, afirmou, vai de encontro à ideia defendida pelo Governo Regional da criação do Centro Hospitalar dos Açores, que deixou de fazer parte do plano de reestruturação do Serviço Regional de Saúde após a discussão pública do documento.

"Neste caso específico foi possível poupar cerca de 500 mil euros, sem a constituição do Centro Hospitalar dos Açores, com esta conjugação de esforços entre os conselhos de administração dos hospitais e a Saudaçor", frisou.

Segundo Luís Cabral, o montante poupado ficará disponível para que os hospitais possam reduzir o tempo de pagamento aos fornecedores ou investirem em novas tecnologias e novas intervenções cirúrgicas.

O secretário regional da Saúde revelou ainda intenção de diminuir as deslocações de doentes açorianos a hospitais do continente, nos casos em que já existe a especialidade na região.

"Não faz sentido que os doentes continuem ir ao continente fazer os exames, quando podem ser feitos em proximidade junto das suas famílias nos hospitais da região", adiantou, salientando que as deslocações eram automáticas e não existia um sistema que alertasse quando eram introduzidas novas especialidades nos hospitais da região.

Luís Cabral revelou que o Orçamento da região para 2014 tem inscrita uma verba de cerca de 3,5 milhões de euros para fazer face às deslocações dos utentes e às diárias, mas disse ter expetativa de que esse valor não seja completamente utilizado.


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