Aviação

Companhia do Aeroporto de Macau corta taxas


 

Lusa/AOonline   Economia   17 de Nov de 2008, 11:12

A Companhia do Aeroporto Internacional de Macau (CAM) anunciou cortes nas taxas de movimentos no aeroporto local para ajudar as companhias a manter a operação em tempos de crise financeira mundial.
Além de um desconto nas taxas pagas pelas companhias nas aterragens e que para o avião mais comum em Macau - o Airbus A320 - representa uma diminuição de cerca de 40 por cento - , a CAM propôs ainda à Autoridade da Aviação Civil um aumento substancial do subsídio anual que paga às companhias que aumentam o número de passageiros transportados para o território.

    Fonte do sector da aviação explicou à Agência Lusa que actualmente a CAM paga às companhias que aumentam o número de passageiros 15 por cento da taxa que recebe das pessoas que utilizam a infra-estrutura, valor que está “substancialmente aumentado na proposta”.

    Após aprovação das propostas da CAM pelo regulador do mercado em Macau, as novas tarifas vão ser aplicadas durante três meses, ao mesmo tempo que é avaliada a sua eficácia no sector.

    O número de passageiros no aeroporto de Macau, que em 2007 atingiu quase 5,5 milhões de pessoas, tem vindo a diminuir, não só devido aos cortes no turismo efectuado pelas autoridades chinesas, como também devido à crise financeira mundial.

    Entre Janeiro e Outubro, os números do aeroporto estão em quebra de três por cento nos movimentos de aviões para um total de 42.835, em baixa de quatro por cento nos passageiros para 4.377.144 pessoas, em quebra de 40 por cento da carga aérea para 89.918 toneladas e do correio aéreo em 13 por cento para 141 toneladas.

    Além do aeroporto de Macau, também em Hong Kong a crise começa a fazer-se sentir com os números do aeroporto local a registarem também quebras em Outubro.

    Dados divulgados pela Autoridade do Aeroporto de Hong Kong indicam que em Outubro, e comparativamente ao mesmo mês de 2007, o número de passageiros diminuiu 1,4 por cento para 4,12 milhões de passageiros, enquanto a carga diminuiu 9,2 por cento para 320.000 toneladas.

    Entre Janeiro e Outubro, os números do aeroporto da antiga colónia britânica ainda são, contudo, positivos com os passageiros a subirem 3,2 por cento para 40,7 milhões e a carga a aumentar 1,6 por cento para 3,1 milhões de toneladas.

    Hong Kong entrou já em recessão técnica com o Produto Interno Bruto a cair 0,5 por cento, em termos reais, no terceiro trimestre, comparativamente ao mesmo período de 2007, depois de uma quebra de 1,4 por cento no segundo trimestre.

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