Clã mostram "Cintura" feminina a partir de segunda-feira


 

Lusa/AO   Nacional   27 de Set de 2007, 09:03

O álbum "Cintura", que os portugueses Clã editam segunda-feira, revela-se tão feminino como o anterior "Rosa Carne" e, mesmo que tenha sido composto sobretudo por homens, é na voz de Manuela Azevedo que sobressai aquela característica.
"Este álbum é uma consequência do `Rosa Carne´ e é também muito feminino, embora mais afirmativo e solto", descreveu o guitarrista dos Clã, Hélder Gonçalves, à agência Lusa.

    "Cintura" apresenta 12 temas, com a maioria das músicas compostas por Hélder Gonçalves a partir de letras escritas por vários convidados, quase todos repetentes de registos discográficos anteriores.

    Carlos Tê é o que contribui mais para o álbum, a ele se juntando o brasileiro Arnaldo Antunes, Adolfo Luxúria Canibal e Regina Guimarães, que participaram em "Rosa Carne".

    Se "Rosa Carne" era mais introspectivo, por culpa de arranjos mais densos e complexos, "Cintura" tem menos orquestrações e mais pormenores sonoros que transmitem mais luminosidade e descontracção.

    "É como se a mulher que existia nas canções de `Rosa Carne´ saísse do quarto e se aventurasse, mas com uma certa maturidade", comparou Hélder Gonçalves.

    Manuela Azevedo continua a ser o pilar na interpretação das canções, ajudada em dois temas por Fernanda Takai, do grupo brasileiro Pato Fu, e Paulo Furtado, dos Wraygunn.

    "Cintura" é o quinto álbum dos Clã e a música nele contido "reflecte aquilo que os Clã foram aprendendo" ao longo dos últimos três anos, das experiências paralelas de Manuela Azevedo e Hélder Gonçalves nos Humanos.

    Registado num ambiente informal e caseiro no estúdio "O nosso gravador", propriedade da banda, "Cintura" apresenta, segundo Hélder Gonçalves, vários níveis de interpretação.

    "É de facto uma palavra feminina que associamos às mulheres; tudo roda à volta da cintura. Há o jogo de cintura que impele as pessoas a fazerem qualquer coisa. Há muitas leituras", referiu o guitarrista.

    A dúzia de temas do novo álbum dominará os próximos concertos da banda, num alinhamento que passará também pelos registos anteriores, mas com arranjos que se ajustem a "Cintura".

    O primeiro concerto está marcado para 04 de Outubro no Centro de Artes e Espectáculos de Portalegre, no começo de uma digressão nacional que passará por Póvoa de Varzim, Aveiro, Torres novas, Guarda, Barcelos, Vila Real, Arcos de Valdevez, Alcobaça, Braga, Faro e Figueira da Foz.

    Em Dezembro haverá actuações na Aula Magna, em Lisboa, e na Casa da Música, no Porto.
Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.