Chuva provoca derrocadas na Calheta e afeta acesso à Fajã dos Cubres

A chuva persistente que se registou na madrugada desta sexta-feira na Calheta, ilha de São Jorge, provocou pequenas derrocadas em estradas municipais e regionais do concelho, ficando o acesso à Fajã dos Cubres temporariamente intransitável



O presidente da Câmara Municipal da Calheta de São Jorge, António João Viegas de Sousa, disse à agência Lusa que "não houve qualquer alerta prévio" que apontasse para um agravamento das condições meteorológicas, tendo sido registadas durante a noite "pequenas derrocadas em várias estradas regionais e municipais" do concelho.

“São pequenas derrocadas. Nada de grave”, afirmou o autarca, adiantando que as várias brigadas do serviço municipal de Proteção Civil já se encontram no terreno a proceder à limpeza das vias, embora "continue ainda a chover".

Segundo António Viegas, o acesso à Fajã dos Cubres, que "também permite a ligação à Fajã da Caldeira, através de um percurso pedestre, ficou durante algumas horas intransitável", mas a previsão é de que a circulação possa ser reposta "até ao final da manhã".

"O autarca sublinhou que este tipo de ocorrências é habitual nas zonas de acesso às fajãs", mas reconheceu que a precipitação registada durante a madrugada provocou uma maior concentração de problemas no concelho.

“A chuva que se registou esta madrugada provocou derrocadas e o acesso à Fajã dos Cubres estava intransitável. Também no trilho pedestre da Caldeira ocorreu uma pequena derrocada, que vai ser intervencionada pela Secretaria Regional do Ambiente, responsável pelo trilho”, indicou.

Além das derrocadas, a chuva intensa tem provocado “acumulação de água e problemas de drenagem de terrenos”, uma situação que está a ser acompanhada pelas equipas municipais, disse António Viegas.

O presidente da Câmara Municipal da Calheta adiantou à agência Lusa que as situações estão a ser resolvidas pelo serviço municipal e pela Secretaria correspondente, que, no caso das vias regionais, "estão a proceder à limpeza de ramos caídos".

No caso das estradas municipais, as equipas da autarquia estão igualmente a acompanhar e a resolver as ocorrências à medida que as condições de segurança o permitem.

O autarca disse ainda que não houve registo de situações que colocassem vidas humanas em perigo, revelando que "alguns turistas que se encontravam alojados nas fajãs ficaram temporariamente condicionados".

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