Chefe de gabinete de Donald Trump recusou depor no inquérito para destituição


 

Lusa/AO online   Internacional   8 de Nov de 2019, 17:41

O chefe de gabinete interino da Casa Branca, Mick Mulvaney, recusou prestar depoimento no inquérito para a destituição do Presidente Donald Trump, quando o Congresso se prepara para as primeiras sessões públicas.


A maioria Democrata na Câmara de Representantes dos EUA intimou Mulvaney para depor no inquérito, mas o chefe de gabinete de Trump já tinha anunciado que não iria cooperar, em linha com uma decisão da Casa Branca, que considerou o processo “uma fraude desnecessária”.

O depoimento de Mulvaney é considerado particularmente relevante, depois de ele ter afirmado, durante uma conferência de imprensa na Casa Branca, que admitia ter sido apresentada uma condição essencial ('quid pro quo') entre a entrega de apoio financeiro ao exército ucraniano e uma investigação às atividades junto de uma empresa ucraniana do filho do ex-vice-Presidente e candidato à nomeação Democrata às presidenciais de 2020 Joe Biden, durante um telefonema entre Trump e o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy, em finais de julho.

A existência de um 'quid pro quo' no caso ucraniano está na base das alegações dos Democratas, que consideram que, a ser verídica, constituiria uma pressão do Presidente sobre um líder estrangeiro para proveito político próprio, configurando uma situação de abuso do exercício do cargo, passível de um processo de destituição.

Mick Mulvaney corrigiu, posteriormente, a sua declaração, dizendo que nunca admitira ter havido um 'quid pro quo', mas a emenda nunca convenceu os parlamentares Democratas, que queriam agora esclarecer o entendimento do chefe de gabinete do Presidente.

Contudo, o advogado de Mulvaney informou o Congresso que o seu cliente tinha sido instruído a não comparecer no inquérito, recusando a possibilidade de qualquer sanção pela sua ausência, alegando “imunidade absoluta”.

Na manhã de hoje, Donald Trump tinha dito que achava “muito bem” que Mulvaney fosse depor no Congresso e que “adoraria” que ele aparecesse, mas que não poderia validar o que voltou a chamar de “investigação corrupta”.

“Não quero dar credibilidade a uma ‘caça às bruxas’”, disse Trump, repetindo uma expressão que tem usado frequentes vezes para classificar o inquérito de destituição, que ele entende que apenas serve para os Democratas retirarem proveito político, defendendo que o telefonema com o Presidente ucraniano foi “totalmente correto”.


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