“Chão” propõe encontro entre a terra, o canto e identidade

Coliseu Micaelense acolhe a 8 de outubro o espetáculo “Chão” que une Braga, Ponta Delgada e Évora, num tributo à memória coletiva e à riqueza de um povo



O Coliseu Micaelense acolhe quinta-feira, 8 de outubro, pelas 21h30, o espetáculo “Chão”, que celebra o património cultural imaterial português, “dando voz às sonoridades que atravessam o país, nomeadamente do Fado ao Cante Alentejano, das tradições do Minho às expressões musicais dos Açores”, refere nota de imprensa.

Num encontro simbólico entre terra, canto e identidade, o espetáculo une Braga e Ponta Delgada, Capitais Portuguesas da Cultura em 2025 e 2026, e Évora, Capital Europeia da Cultura em 2027, num tributo à memória coletiva e à riqueza viva de um povo.

Através de um corpo musical de suporte e de diferentes secções representativas das várias regiões, “Chão” propõe um “diálogo entre patrimónios e formas de expressão, aproximando tradições que, apesar das suas particularidades, partilham uma origem e uma identidade comuns”.

A narrativa é conduzida por um texto original dedicado ao património cultural, interpretado através da projeção cénica de uma mulher. “Figura simbólica da manifestação cultural, esta presença estabelece a ligação entre diferentes tempos, lugares e comunidades”. 

Em palco, o espetáculo desenvolve-se em torno da imagem de um semicírculo. É nesse espaço comum que intérpretes, territórios e tradições se encontram, evocando a terra enquanto lugar de pertença, memória e criação. 

Entre o passado e o presente, “Chão” apresenta-se como “um regresso à terra que nos sustenta, ao canto que nos une e à cultura que nos define”. A nota de imprensa diz ainda que depois da “apresentação em Braga, no âmbito de Braga 25 - Capital Portuguesa da Cultura, “Chão” chega aos Açores, reforçando a dimensão nacional de uma criação que convoca diferentes regiões em torno de um património comum”.

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