CGTP garante que não há razões para SIS se preocupar

CGTP garante que não há razões para SIS se preocupar

 

Lusa/AO Online   Nacional   27 de Nov de 2013, 07:31

O secretário-geral da CGTP afastou esta quarta-feira a ideia de o Serviço de Informações de Segurança (SIS) se preocupar com ações da central sindical, como a invasão a ministérios na terça-feira, alegando que a intenção não é gerar violência.

 

“Creio que o SIS tem mais com que se preocupar do que com as lutas dos trabalhadores e as intervenções e ações da CGTP”, afirmou Arménio Carlos em declarações à Lusa, acrescentando que os representantes da central sindical não pretendem gerar violência, mas “combater a violência das políticas” do Governo.

Várias dezenas de sindicalistas invadiram na terça-feira quatro ministérios – Economia, Finanças, Ambiente e Saúde – numa operação- surpresa que apanhou as forças de segurança desprevenidas.

De acordo com o Diário de Notícias de hoje, a iniciativa não foi antecipada pelo SIS nas avaliações de ameaças relacionadas com as manifestações, tendo o comando da PSP destacado, na tarde de terça-feira, cerca de 300 elementos das Equipas de Intervenção Rápida para reforçar a segurança de 13 ministérios, colocando, em média, 30 agentes em cada local.

O jornal adianta ainda que se criou um clima de mal-estar na PSP por considerarem ter havido uma falha do SIS na antecipação deste tipo de ação de protesto.

“Se o SIS se quiser preocupar, pode preocupar-se e acompanhar de uma forma mais permanente a fraude de evasão fiscal, aqueles que têm aqui os lucros e não pagam impostos, aqueles que estão envolvidos em negócios de alto gabarito sem qualquer tipo de penalização, é por aí que o SIS deve intervir e não tanto estar preocupado com as lutas dos trabalhadores e muito menos com a intervenção da CGTP”, defendeu Arménio Carlos.

A invasão dos ministérios foi, segundo o secretário-geral da CGTP, uma iniciativa inserida no dia da Indignação, Protestos e Lutas, como classificou a central sindical ao dia da aprovação do Orçamento do Estado para 2014.

“A nossa estratégia é só uma: pôr termo à violência desta política que está não só a esmagar os rendimentos dos trabalhadores e pensionistas como a dizimar o desemprego, a forçar os nossos jovens a emigrar e também a deixar os nossos desempregados sem qualquer tipo de proteção social”, justificou.

“É uma estratégia de luta contra a violência que este Governo está a desenvolver contra o país e contra o povo português”, acrescentou.

Embora tenha preferido manter segredo sobre eventuais novas iniciativas, Arménio Carlos defendeu que os sindicalistas “têm de puxar pela imaginação para forçar o Governo a ouvi-los”, já que o executivo tende a ser “cego, surdo e mudo em relação aos problemas que lhe são colocados”.

 


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