Açoriano Oriental
Açores/Eleições
CDS quer alargar "propostas originais" que outros "copiam"

O líder do CDS-PP/Açores e candidato às eleições regionais, Artur Lima, defendeu o alargamento dos apoios para aquisição de medicamentos e da creche gratuita, medidas propostas pelo partido, que acusa outros partidos de copiarem.

CDS quer alargar "propostas originais" que outros "copiam"

Autor: Lusa/AO Online

“O CDS foi de facto o partido que teve propostas originais, das quais eu me orgulho de toda a gente vir copiar hoje em dia. Toda a gente quer aumentar o Compamid, todos querem creches gratuitas, mas ninguém teve a originalidade da ideia, nem a capacidade de fazer uma oposição crítica, mas construtiva”, afirmou.

Artur Lima, que é cabeça de lista pelos círculos eleitorais da ilha Terceira e da compensação, falava, em Angra do Heroísmo, à margem de uma reunião com a direção da Cáritas da ilha Terceira, acompanhado pelo líder nacional do partido, Francisco Rodrigues dos Santos.

O candidato centrista admitiu que se aproximam “tempos muito difíceis”, mas frisou que o CDS contribuiu para o combate à pobreza com propostas como o complemento para aquisição de medicamentos pelos idosos (Compamid) e a garantia de creche gratuita até ao 7.º escalão.

Medidas que Artur Lima considerou que podem ser alargadas a mais pessoas, se o PS perder a maioria absoluta no parlamento açoriano.

“Nós queríamos creches gratuitas para todos porque achamos que é um grande apoio à natalidade e às famílias. O PS não quis. Negociámos com lealdade com o Governo e conseguimos até ao 7.º escalão. Se tivermos força e não houver maioria absoluta, queremos ir alargando até à creche gratuita para todos, obviamente com responsabilidade”, salientou.

O líder nacional do partido considerou que os deputados do CDS eleitos há quatro anos “conquistaram por mérito próprio o passaporte para serem reconduzidos nas suas funções”.

“Se num contexto minoritário, reduzidos a apenas quatro deputados, conseguimos aprovar medidas que se traduziram em novos direitos para a vida dos açorianos, creio que é possível assumir que, com mais força, o CDS poderá condicionar as políticas nos Açores e aprofundar novas propostas que visem melhorar a qualidade de vida dos açorianos”, frisou.

Questionado sobre o que seria um bom resultado para o CDS nos Açores, Francisco Rodrigues dos Santos pediu apenas aos eleitores que reconheçam o trabalho que foi feito pelos deputados centristas.

“Eu não gosto de pedir cheques em branco aos açorianos. Avaliem o trabalho, votem com memória e procurem fazer em consciência uma análise, se o trabalho do CDS se traduziu ou não em mais direitos no seu dia a dia”, sublinhou.

As legislativas dos Açores decorrem este domingo, com 13 forças políticas candidatas aos 57 lugares do parlamento: PS, PSD, CDS-PP, BE, CDU, PPM, Iniciativa Liberal, Livre, PAN, Chega, Aliança, MPT e PCTP/MRPP. Estão inscritos para votar 228.999 eleitores.

No arquipélago, onde o PS governa há 24 anos, existe um círculo por cada uma das nove ilhas e um círculo de compensação, que reúne os votos não aproveitados para a eleição de parlamentares nos círculos de ilha.


 
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