Sismo

Catástrofe leva Europa a repensar investimento no nuclear

O acidente nuclear ocorrido no Japão, na sequência de uma catástrofe natural, reavivou o debate sobre a segurança destas instalações, com vários países a pôr investimentos em causa e a Comissão Europeia a reunir ministros e peritos.


Em Portugal, onde ainda não é explorado este tipo de energia, o Governo assumiu que o exemplo japonês reforça a necessidade de pensar nas questões de segurança do nuclear.

O secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa, fez este apelo na segunda-feira, em Bruxelas, à margem de uma reunião de ministros do Ambiente, em que o assunto foi abordado de forma informal.

Hoje, a Comissão Europeia promove um encontro de ministros da Energia e peritos nucleares, em Bruxelas, mas já há países a tomar decisões por antecipação.

A chanceler alemã anunciou o encerramento imediato e por três meses de todos os reactores a funcionar na Alemanha anteriores a 1980, num total de sete.

Angela Merkel havia já anunciado uma moratória de três meses, em reacção aos problemas que enfrenta o Japão, depois do terramoto de sexta-feira.

A Suíça suspendeu os planos para substituir e construir novas centrais nucleares, enquanto não forem analisadas as explosões de hidrogénio no Japão.

O primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, ordenou hoje a realização de um estudo sobre o sector nuclear da Rússia.

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, pondera convocar uma reunião dos ministros da Economia e Energia das 20 principais economias do mundo (G-20) para discutir a segurança nuclear.
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O Instituto de Segurança Social dos Açores (ISSA) instaurou um processo de averiguação às suspeitas de maus tratos na creche Arco Íris, valência da Casa do Povo das Lajes das Flores, confirmou o Conselho Diretivo da entidade, em resposta escrita ao jornal Açoriano Oriental.