Candidatos em Vila Franca do Campo reiteram apelos ao voto na repetição das eleições

Candidatos em Vila Franca do Campo reiteram apelos ao voto na repetição das eleições

 

Lusa/AO online   Regional   17 de Out de 2013, 15:04

Os quatro candidatos à câmara de Vila Franca do Campo voltaram esta semana a apelar ao voto aos eleitores do concelho na repetição das eleições no próximo domingo.

A eleição do dia 29 de setembro para o executivo da câmara foi anulada pelo Tribunal Constitucional depois de terem sido feitos à mãos quadrados para colocar a cruz que faltavam nos boletins.

Em ações de campanha no terreno ou através de comunicados os quatro candidatos a gerir a autarquia voltaram esta semana a pedir o voto aos eleitores.

Jorge Gago da Câmara, candidato do movimento Novo Rumo, disse que tem passado a mensagem de que encabeça uma “força diferente” porque “apartidária”, sem “lóbis partidários”, que se tem manifestado a favor de um plano anticorrupção, a par de uma “maior transparência” nas contas públicas.

O candidato independente diz que a 29 de setembro, por exemplo, carrinhas da Misericórdia de Vila Franca do Campo, presidida, como a câmara, pelo socialista António Cordeiro, transportaram pessoas para votar, condicionando o voto de idosos, doentes e carenciados.

“Vila Franca do Campo está farta, saturada e percebe efetivamente que estes senhores que hoje imploram ao voto são os mesmos que nos conduziram à situação em que estamos”, disse Gago da Câmara.

Paulo Pinto, candidato independente que encabeça a lista da coligação CDU, considera que lidera o “único projeto” que se “preocupa com as pessoas” e as coloca no centro da ação política.

O candidato defende a utilização dos recursos da câmara para fazer face às “injustiças sociais” e aos “problemas graves” que o concelho atravessa, sublinhando que Vila Franca do Campo tem hoje a “maior taxa de desemprego de sempre” e índices de “pobreza extrema”.

“Vila Franca transformou-se num autêntico cancro do PS em que os interesses são mais do que muitos e espalham-se por tudo quanto é sítio. Quem fica sempre a perder é o povo mas, lamentavelmente, a democracia tem destas coisas”, declarou.

Já o socialista Ricardo Rodrigues, deputado à Assembleia da República e o vencedor das eleições a 29 de setembro, considera que o culpado da repetição do ato eleitoral é o candidato da coligação PSD/PPM, Rui Melo, dizendo que se o social-democrata tivesse ganhado as eleições “não tinha recorrido para ninguém” e que quer ganhar agora "na secretaria”.

O socialista pede que “toda a gente vá votar” por forma a “comprometerem-se com o futuro” de Vila Franca do Campo.

“Eu tenho muita confiança que os vilafranquenses sabem bem aquilo que querem. Já o manifestaram e, nessa perspetiva, existe uma forte motivação para que na próxima eleição aqueles que já votaram uma vez o voltem a fazer”, afirmou.

Rui Melo afirma que vai a eleições porque “nesta hora difícil” para as famílias “impõem-se respostas”.

“Tenho experiência adquirida com o meu passado [foi presidente da câmara vilafranquense durante três mandatos]. Fiz dívida mas fiz obra. Deixem-me agora lidar com a dívida, uma vez que, com a minha experiência, tenho soluções para aliviá-la sem sacrificar os vilafranquenses”, afirmou, em declarações à Lusa.

O candidato afirma que irá colocar as pessoas em “primeiro lugar” e que aprendeu com os “erros do passado”, pedindo “humildemente” o voto aos vilafranquenses.


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