Câmara de Alcochete apresenta moção de protesto em defesa da tauromaquia

Câmara de Alcochete apresenta moção de protesto em defesa da tauromaquia

 

Lusa/Ao online   Nacional   3 de Nov de 2018, 07:32

A Câmara Municipal de Alcochete, no distrito de Setúbal, aprovou uma moção de protesto contra a exclusão da tauromaquia de um eventual alargamento dos espetáculos abrangidos pela redução do IVA de 13% para 6%, foi anunciado.

“No que concerne à exclusão da tauromaquia na redução em sede de imposto como acontece noutras áreas culturais, não aceitamos, por questões históricas, inerentes a uma das nossas tradições mais antigas, fazendo parte integrante dos nossos usos e costumes e até porque em Alcochete a tauromaquia é Património Cultural Imaterial de Interesse Municipal”, é referido num comunicado do presidente do município, Fernando Pinto, hoje divulgado.

A ministra da Cultura, Graça Fonseca, admitiu, na terça-feira, discutir em sede de especialidade do Orçamento um eventual alargamento dos espetáculos abrangidos pela redução do IVA de 13% para 6%, mas excluiu a tauromaquia “por ser uma questão de civilização”.

“Respeitamos a pluralidade de opiniões que pairam sobre esta matéria, mas também exigimos que sejamos respeitados naquilo que é identitário desta comunidade”, lê-se na nota do presidente da autarquia.

A moção será enviada ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, ao primeiro-ministro, António Costa, ao presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues, e aos grupos parlamentares.

O documento foi aprovado em reunião pública, na quarta-feira, onde o executivo também anunciou um orçamento para 2019 “acima dos 18 milhões de euros”, apostando na requalificação de parques escolares, de equipamentos desportivos, da rede viária e na reestruturação de espaços verdes.

“Este é um orçamento ambicioso, considerando que, no ano transato, o nosso orçamento não chegava aos 16 milhões de euros. Portanto, crescemos em ambição, mas fundamentalmente conscientes daquilo que é o nosso empenho, rigor e forma transparente de trabalhar”, disse Fernando Pinto.




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