Liga Sagres

Benfica vence Naval e sobe ao terceiro lugar

Benfica vence Naval e sobe ao terceiro lugar

 

Lusa/AO online   Futebol   26 de Out de 2008, 19:34

O Benfica ultrapassou hoje o FC Porto e ascendeu ao terceiro lugar da Liga portuguesa de futebol, ao bater (2-1) a Naval 1º de Maio no compromisso da sexta jornada, marcada pela derrota “caseira” (3-2) dos campeões nacionais diante do Leixões
 Luisão inaugurou o marcador, aos 71 minutos, Marcelinho ainda restabeleceu a igualdade para a Naval, aos 83, mas Cardozo apontou o tento da vitória aos 86, dando os três pontos ao Benfica, que somou 12 pontos, contra os 11 dos “dragões” e os 13 da dupla de líderes, composta por Nacional (que hoje venceu o Vitória de Setúbal por 1-0) e Leixões.
Na partida que assinalou o quinto aniversário do estádio da Luz, inaugurado a 25 de Outubro de 2003 frente ao Nacional de Montevideu (vitória por 2-1), Nuno Gomes foi homenageado antes do apito inicial pelo primeiro golo marcado no novo recinto, que atingiu o número de cinco milhões de espectadores. 
Relativamente ao encontro da Taça UEFA com o Hertha de Berlim (1-1), o técnico do Benfica, Quique Flores, manteve Quim na baliza e a defesa com Maxi Pereira, Luisão, Sidnei e Jorge Ribeiro, deixou Katsouranis e Bynia no banco e entregou o eixo do meio campo a Yebda e Carlos Martins, enquanto Ruben Amorim substituiu Di Maria (autor do golo) e Suazo entrou para o lugar de Cardozo no ataque, ao lado de Nuno Gomes, com Reyes a manter-se na extrema esquerda.
Do lado da Naval, o treinador Ulisses Morais colocou Peiser na baliza, Carlitos (fez 150 jogos pelos figueirenses), Paulão, Diego e Dudu na defesa, Com Bruno Lazaroni a enconstar aos centrais quando o Benfica tinha a bola, Baradji e Alex mais à frente no meio campo, e Davide e Bolívia no apoio ao homem mais avançado, Marcelinho.
O Benfica entrou melhor no jogo e aos 05 minutos criou o primeiro lance de perigo, por Reyes, que obrigou Peiser a boa defesa, mas a Naval não demorou a equilibrar as operações e, aos 12 minutos, esteve muito perto do golo, quando Marcelinho surgiu isolado frente a Quim e rematou ligeiramente ao lado.
Suazo (17 minutos) falhou o desvio frente a Peiser numa jogada de insistência após canto e Reyes (18) falhou clamorosamente um cabeceamento junto à pequena área em duas situações de perigo para a Naval, que obrigava equipa “encarnada” a recuar muito no terreno.
Na resposta, Quim defendeu o remate potente de Alex (19) de fora da área e a recarga de Marcelinho, embora este estivesse fora-de-jogo e o lance já tivesse sido invalidado pelo árbitro portuense Rui Costa.
Aos 25 minutos, Reyes voltou a ensaiar um remate de primeira após um cruzamento da direita de Suazo, mas a bola saiu ao lado, e no minuto seguinte o público do estádio da Luz reclamou uma grande penalidade sobre Ruben Amorim, que caiu na área na disputa com um rival mas Rui Costa nada assinalou.
Suazo voltou a ter o golo nos pés aos 34 minutos, quando Nuno Gomes amorteceu para o hondurenho, mas o remate foi bem defendido por Peiser, e dois minutos depois o sul-americano concluiu fraco com o pé direito uma jogada de combinação com Reyes e o “capitão” que pedia conclusão com o esquerdo.
Antes do intervalo, Sidnei ainda cabeceou após falta na meia direita, mas a bola saiu à figura do guarda-redes da Naval.
O segundo tempo começou sem alterações nas duas equipas e foi de novo o Benfica a primeira equipa a aproximar-se da área rival, com Suazo a rematar ao lado (49), e pouco depois foi Nuno Gomes (51) a atirar por cima ao segundo poste, depois de um cruzamento de Maxi Pereira da direita, numa excelente oportunidade para a equipa local.
Isto apesar de os jogadores “encarnados” mostrarem muita passividade quando a Naval tinha a bola, situação que causava desespero nos adeptos presentes na Luz, que, aos 56 minutos, viram um golo anulado a Suazo por fora de jogo, numa jogada iniciada com a velocidade Di Maria, entrado pouco antes para o lugar de Amorim.
O internacional argentino deu outra dinâmica ao lado esquerdo do Benfica (que Amorim nunca conseguiu imprimir), mas aos 64 Marinho cabeceou, sozinho, em jeito, para o segundo poste, após cruzamento de Alex, num lance que apanhou a defesa do Benfica desprevenida.
A Naval perdeu o central Diego por lesão (substituído por Fabrício, aos 67 e quatro minutos depois o Benfica acabou por chegar ao golo, por Luisão, que subiu mais alto que os defesa rivais e cabeceou da melhor forma uma falta batida por Reyes na meia esquerda.
Mas a Naval não baixou os braços e, aos 83 minutos, chegou ao golo por Marcelinho, que aproveitou um cruzamento da direita, perante a passividade de Jorge Ribeiro, para, sem marcação, dentro da área, encostar para o 1-1.
O Benfica também não desistiu e, aos 86 chegou ao golo do triunfo, por Cardozo, que cabeceou ao segundo poste nova assistência de Reyes, sem hipóteses para Peiser, dando uma preciosa vitória à equipa, que, apesar de sofrida, coloca os “encarnados” à frente do FC Porto.

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