Açoriano Oriental
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BE diz que combate ao abandono escolar precoce estagnou desde 2016

O líder e cabeça de lista por São Miguel do Bloco de Esquerda/Açores, António Lima, contrariou declarações do candidato socialista Vasco Cordeiro, afirmando que o abandono escolar precoce, desde 2016, está “estagnado” e “praticamente não desceu”.

BE diz que combate ao abandono escolar precoce estagnou desde 2016

Autor: Lusa/AO Online

No quarto dia de campanha para as eleições legislativas regionais dos Açores, o dirigente do BE/Açores foi à Escola Básica e Integrada de Rabo de Peixe Rui Galvão de Carvalho referir que se “ouviu o Governo [Regional] e o PS dizerem que existiu uma redução do abandono escolar precoce desde 2009, mas Vasco Cordeiro esqueceu-se de dizer que desde 2016 este está estagnado, praticamente não desceu”.

António Lima aponta que esta tendência surge “ao contrário" da que se verifica a nível nacional, "em que o abandono escolar precoce desceu vários pontos percentuais nos últimos quatro anos, tendo-se já praticamente atingido aquela que é a meta da União Europeia para 2020, de 10%”.

“Estamos muito atrás nesse aspeto. Precisamos de mais investimento na educação, em recursos humanos e equipas multidisciplinares nas escolas para acompanharem mais de perto os alunos para que tenham nas escolas o apoio que precisam e não tenham, muitos deles, de recorrer, por vezes, a explicações para terem sucesso escolar e chegar à universidade”, declarou o candidato.

António Lima quer que o combate ao abandono escolar precoce seja uma prioridade na próxima legislatura.

Segundo dados da Pordata, referentes a 2019, os Açores têm a taxa de abandono escolar precoce mais elevada do país (27%). Em 2016, este indicador estava fixado nos 26,9% e, em 2012, ano do início da governação de Vasco Cordeiro, era de 34,1%.

Numa entrevista hoje à Antena1/Açores, Vasco Cordeiro afirmou que a região "tem vindo a reduzir de forma consistente e progressiva” a taxa do abandono escolar precoce".

"Se me tirar o retrato deste momento e me disser assim: ‘está ou não está satisfeito?’, obviamente que não estou. Mas o que não se pode fazer é usar o retrato do momento para avaliar o trabalho que foi feito”, acrescentou o líder dos socialistas açorianos e presidente do Governo Regional.

As próximas eleições para o parlamento açoriano decorrem em 25 de outubro.

Nas anteriores legislativas açorianas, em 2016, o PS venceu com 46,4% dos votos, o que se traduziu em 30 mandatos no parlamento regional, contra 30,89% do segundo partido mais votado, o PSD, com 19 mandatos, e 7,1% do CDS-PP (quatro mandatos).

O BE, com 3,6%, obteve dois mandatos, a coligação PCP/PEV, com 2,6%, um, e o PPM, com 0,93% dos votos expressos, também um.

Nas eleições regionais açorianas existem nove círculos eleitorais, um por cada ilha, mais um círculo regional de compensação que reúne os votos que não foram aproveitados para a eleição de parlamentares nos círculos de ilha.

O PS governa a região há 24 anos, tendo sido antecedido pelo PSD, que liderou o executivo regional entre 1976 e 1996.


 
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