Banca

BCP bem capitalizado e em condições de fazer face à crise financeira, afirma presidente do banco


 

Lusa/AO online   Economia   2 de Out de 2008, 09:46

O presidente do BCP garantiu quarta-feira à noite que o banco está bem capitalizado e em condições de enfrentar os efeitos indirectos da actual crise, que pressionam os activos, nomeadamente desvalorizando o fundo de pensões da instituição.
“O banco está suficientemente capitalizado”, afirmou Carlos Santos Ferreira em declarações aos jornalistas, quarta-feira à noite em Leiria, à margem de um encontro com clientes e colaboradores da região.

    As actuais circunstâncias do mercado financeiro mundial estão a pressionar os fundos próprios da instituição, sobretudo a desvalorização dos activos do fundo de pensões do banco, mas o presidente do BCP afirmou que há factores que compensam essa pressão e o banco “tem uma solução para o fundo de pensões”.

    A alteração dos pressupostos actuariais e das condições de elegibilidade para o fundo de pensões e toda a revisão do tipo de activos que garantem os financiamentos concedidos pelo banco alguns dos “factores positivos” que, segundo Santos Ferreira, vão ajudar a aliviar os rácios de capital.

    O outro é a adopção de novos métodos de avaliação de risco previstos no Basileia II, que o BCP “fará tudo o que estiver ao alcance para que seja aprovado [pelo Banco de Portugal] o mais rapidamente possível”, adiantou o banqueiro.

    Além do BCP há pelo menos outro banco a exercer influência junto do supervisor bancário e Santos Ferreira acredita que haja uma decisão positiva ainda este ano, por forma a que a alteração produza efeitos ainda nas contas de 2008.

    O impacto positivo desta alteração nos rácios de capital do BCP “é de uma certa dimensão”, adiantou por seu turno Paulo Macedo, administrador financeiro da instituição.

    Os responsáveis do BCP recordaram que antes do agravamento da crise financeira o banco fez um aumento de capital de 1.300 milhões de euros, uma colocação de dívida sénior no mercado e outras operações de reforço do capital, que colocaram o rácio de capital “core tier I” acima dos 6,0 por cento.

    As acções do BCP seguiam hoje na Euronext Lisboa a ganhar 1,5 por cento, para 1,150 euros.


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