Crise Financeira

Bancos centrais vão injectar montantes ilimitados em dólares


 

Lusa/AOonline   Economia   13 de Out de 2008, 12:36

Vários grandes bancos centrais vão estender as acções concertadas para acalmar os mercados e injectar montantes ilimitados em dólares, anunciou o Banco central Europeu (BCE).
O BCE, o Banco de Inglaterra (BoE) e o Banco Nacional Suíço(BNS) vão propor aos bancos empréstimos em dólares a taxas fixas e por um montante ilimitado com maturidade de 7, 28 e 84 dias, segundo um comunicado.

    O Banco do Japão poderá também adoptar este dispositivo.

    "Os bancos poderão pedir emprestado o montante que querem no decorrer destas operações", precisou o BCE.

    Em consequência, o montante dos acordos ditos "swaps" entre a Reserva Federal americana (FED) e os bancos centrais europeus para trocar liquidez será "aumentado para adaptá-los à quantidade de dólares" que será pedida, segundo o BCE.

    "Os bancos centrais vão continuar a trabalhar em conjunto e estão prontos a tomar todas as medidas necessárias para fornecer liquidez em suficiência" aos mercados, explica o banco central.

    A semana passada, o BCE decidiu em conjunto com mais cinco bancos centrais um corte de juros surpresa das taxas de juro de meio ponto para tentar travar a derrocada dos mercados financeiros e reanimar o mercado interbancário.

    Mas a decisão não chegou para travar o colapso dos mercados bolsistas, nem para parar as tensões no mercado interbancário.

    O BCE anunciou por isso que vai lançar cada quarta-feira a partir do 15 de Outubro, e por um prazo de sete dias, uma operação em dólares à taxa fixa.

    Paralelamente, o BCE procederá a este tipo de operações por prazos maiores (um mês e três meses), em conformidade com um calendário publicado a 7 de Outubro com os outros grandes bancos centrais, entre os quais a FED.

    O banco central europeu manterá ainda "enquanto for necessário" as injecções de dólares a muito curto prazo (24 horas), às quais procede diariamente desde o início da crise financeira.

    Estas acções denominadas em dólares juntam-se a todas as operações em euros que conduz já a BCE, de forma regular ou excepcional.

    O conjunto do dispositivo deverá manter-se "pelo menos até Janeiro de 2009".

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