Economia

Ano de 2009 será de "tempos difíceis"

Ano de 2009 será de "tempos difíceis"

 

Lusa/AO Online   Economia   15 de Dez de 2008, 15:21

O primeiro-ministro, José Sócrates, afirmou que 2009 será ano de "tempos difíceis", que exigem "o melhor de todos, empresários e administração pública".
Para enfrentar esses "tempos difíceis", o Governo tem, disse Sócrates, "uma orientação bem clara: estabilização do sistema financeiro, criação de condições de acesso ao crédito e mais investimento público para dinamizar a economia e o emprego".

    José Sócrates, que falava numa sessão de apresentação do Simplex na sede da Associação Empresarial de Portugal (AEP), em Matosinhos, sublinhou que para o Estado as empresas e os empreendedores são "aliados e amigos".

    O Estado e a administração pública, disse o primeiro-ministro, têm de ter "a atitude de quem quer ser aliado e amigo das empresas e não de alguém que desconfia sempre de que querem fazer algo para lá do que está na lei".

    "Porque é disso que se trata, de uma nova cultura, face à economia global, visando a atrair investimentos e transmitir a ideia de que em Portugal se valoriza o empreendedorismo e se é amigo do empresário, de quem quer ir um pouco mais além do que lhe é exigido", afirmou.

    José Sócrates considerou que a "nova linha política" criada pelo Governo em torno da simplificação da administração pública se está a transformar numa "cultura política" dentro dos seus próprios serviços, onde "em cada um há gente a trabalhar apenas para melhorar a forma como eles funcionam".

    Esta "cultura política" de modernização da administração pública e de combate à burocracia tem de ser alvo de um esforço continuado, disse o primeiro-ministro.

    "Duvido muito de que quem venha depois possa não atribuir a esta simplificação a prioridade que tem tido", acrescentou, sublinhando que cada passo dado na desburocratização da administração pública tem conduzido à constatação de que novas etapas têm de ser cumpridas.

    "Depois de termos feito o que fizemos, descobrimos que há ainda muito mais a fazer. Mas o importante é termos a administração pública convencida de que esta é a melhor linha a seguir, não apenas porque reduz custos mas também porque permite uma administração mais amiga do empreendedor, de quem quer correr riscos, e que não gosta dos que querem manter tudo na mesma", disse.

    O primeiro-ministro disse que "há uns anos demorava-se 54 dias a criar uma empresa e hoje gasta-se apenas 30 minutos" e afirmou que a criação do Balcão Único visou retirar da responsabilidade dos empresários tarefas que competiam à administração pública.

    "Lembro-me que muitos desconfiaram destes projectos, dizendo que já muitos haviam tentado antes sem o conseguir", disse.

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