Ana Cabecinha sente-se como se tivesse ganho uma medalha

Ana Cabecinha sente-se como se tivesse ganho uma medalha

 

Rui Barbosa Batista, Lusa/AO online   Outras modalidades   21 de Ago de 2008, 11:34

O oitavo lugar nos 20 km marcha dos Jogos Olímpicos Pequim2008, junto com a ultrapassagem de um recorde nacional que datava de 2001 e pertencia a Susana Feitor, têm sabor a “medalha”, garantiu Ana Cabecinha.
“Isto é tudo maravilhoso. Ter batido o recorde nacional e conquistado o oitavo lugar logo na estreia em Jogos Olímpicos é como uma medalha para mim. Nunca pensei. É muito bom. Vou ter com ela (Susana Feitor, antiga recordista) e dar-lhe um grande abraço”, disse.

    Cabecinha bateu por nove segundos o “velho” recorde nacional de Susana Feitor (1:27.55 horas, a 07 de Abril de 2001, em Rio Maior) ao cumprir a distância em 1:27.46 horas.

    “Estou super contente. Acho que o dia 21 é muito importante para mim, pois fiquei também a saber que era a terceira (da equipa) a vir aos Jogos e agora sou oitava e com recorde nacional”, acrescentou, admitindo que a sua convocatória (algo polémica, pelo afastamento de Inês Henriques) constituiu uma “aposta ganha”.

    O oitavo lugar foi quase sexto, pois a espanhola Beatriz Pascual e a irlandesa Olive Loughnane só a bateram por dois segundos: “acreditei (que podia apanhá-las), mas faltaram-me as pernas e elas são excelentes atletas. Mas acreditei e lutei até ao fim”.

    “Ainda não reflecti sobre a marca. Foi um excelente resultado. Quando passei aos 10 km vi logo que a prova ia ser bastante rápida. Se fosse a primeira a descolar nunca iria para um bom resultado, mas nunca pensei na medalha. Era muito difícil”, recorda.

    Curiosamente, a algarvia não partiu muito confiante para a prova: “quando acordei e vi a chuva, pensei ‘já está, não vale a pena concentrar-me tanto’. Adoro o calor. Mas a chuva benzeu e ajudou-me”.

    Humilde, Ana Cabecinha recusa classificar-se como a melhor marchadora portuguesa da actualidade.

    “Somos todas muito equilibradas. Não há a melhor. Na Taça do Mundo, a Vera (Santos) foi terceira. Hoje foi o meu dia”, vincou.

    Ana Cabecinha dedicou o êxito a Paulo Murta, que “é tudo para mim, excelente treinador, amigo, tudo”, e à sua família, “pois é por eles que estou aqui”.

    Londres2012 é um objectivo que a marchadora quer atingir, mas, antes, está determinada a ir aos Mundiais e à Taça do Mundo de 2009.

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