Aeronave da Azores Airlines parada desde outubro de 2024 retoma operação este mês

Uma das aeronaves da Azores Airlines, do Grupo SATA, parada desde outubro de 2024 para trabalhos de manutenção deverá retomar a operação a 20 de abril, revelou o Governo Regional dos Açores, em resposta a um requerimento do Chega



“A previsão atual aponta para 20 de abril de 2026, podendo existir um ligeiro desvio decorrente da calendarização da inspeção obrigatória a realizar pela ANAC - Autoridade Nacional de Aviação Civil”, lê-se na resposta ao requerimento, disponível na página da Assembleia Legislativa dos Açores.

A aeronave Airbus A321LR da Azores Airlines identificada com a designação “Magical” está, desde 28 de outubro de 2024, no aeroporto de Tarbes–Lourdes–Pyrénées, em França, onde se localiza o MRO Tarmac Aerosave.

Questionado pelo Chega sobre os motivos que levaram ao estacionamento da aeronave em França, por um longo período, o executivo açoriano (PSD/CDS/PPM) disse que se encontravam em curso “diversos trabalhos de manutenção programada”.

“A situação da aeronave ‘Magical’ resulta de uma combinação de fatores técnicos, programados e conjunturais, amplificados por atrasos significativos na cadeia global de fornecimento de componentes aeronáuticos, em particular peças críticas dos motores”, explicou.

Segundo o Governo Regional, a imobilização da aeronave decorreu de um “‘hard landing’ [pouso forçado] ocorrido em 08 de outubro de 2024, no aeroporto de Ponta Delgada, que motivou inspeções mandatórias, em conformidade com os manuais do fabricante”.

“Após estas verificações, e com o suporte da Airbus, a aeronave foi declarada operacional, embora limitada a um reduzido número de ciclos, até à substituição preventiva de determinados componentes do trem principal direito”, revelou.

Além deste incidente, a aeronave tinha programadas para o início de 2025 “a realização da inspeção tipo C (Check-C) em simultâneo com a inspeção estrutural de seis anos (6Y)”.

Havia ainda a “necessidade de remoção e intervenção oficinal dos dois motores, devido a sinais de degradação de performance, concretamente a redução da margem de EGT [medição da temperatura dos gases de escape do motor]”.

Segundo o executivo açoriano, esta paragem permitiu, por outro lado, “imobilizar uma unidade sem prejuízo para a operação” no inverno 2024-25, já que neste período de menor atividade a companhia aérea adequa a frota, recorrendo apenas a oito das 10 aeronaves que tem disponíveis.

“No inverno IATA [sigla em inglês da Associação Internacional de Transporte Aéreo] 2024/25 a frota disponível excedia as necessidades operacionais, sendo habitual imobilizar aeronaves para trabalhos de manutenção mais prolongados. O mesmo se verificou no inverno IATA 2025/26”, apontou.

Já no verão de 2025 o Governo Regional admitiu que a ausência temporária do “Magical” implicou “ajustamentos ao planeamento de aeronaves e voos” e “episódios pontuais” de substituição de uma aeronave A321neo para uma aeronave A320neo, de menor dimensão.

Questionado sobre o custo estimado associado ao período em que aeronave esteve parada, o executivo disse ainda não poder apresentar valores.

"Tendo em conta que a inspeção Check-C ainda se encontra em curso, não é possível apresentar, nesta fase, o custo final da reparação/imobilização”, justificou.


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