Açores querem rede de investigação comum para regiões ultraperiféricas da Europa

Açores querem rede de investigação comum para regiões ultraperiféricas da Europa

 

Lusa/AO Online   Regional   5 de Fev de 2019, 17:32

O consórcio dos Açores para o programa "Forward – Promover a Excelência da Investigação nas Regiões Ultraperiféricas da União Europeia (UE)" quer criar uma agenda de investigação comum e uma rede de investigação que permita melhor acesso a fundos comunitários.

O diretor regional da Ciência e Tecnologia, Bruno Pacheco, salientou “a necessidade de este projeto potenciar o surgimento de uma agenda de investigação e inovação para as RUP [Regiões Ultraperiféricas], que deverá ser consubstanciada com momentos de encontro entre as diferentes partes e, com isso, aproveitando também para otimizar o acesso aos próprios fundos comunitários".

Bruno Pacheco falava aos jornalistas no final da reunião preparatória dos membros açorianos do consórcio Forward, que são o Fundo Regional para a Ciência e a Tecnologia, a Universidade dos Açores e a Câmara do Comércio e Indústria dos Açores.

“O Fundo Regional entendeu por bem organizar esta reunião preparatória de modo a que a posição açoriana fosse devidamente articulada e, de alguma forma, pudéssemos aproveitar este primeiro contacto com os restantes parceiros do projeto para lançar ideias de base para o futuro”, explicou Bruno Pacheco, que prepara a reunião com os restantes 24 parceiros, que ocorrerá para a semana, nas Canárias.

Para o diretor regional, um dos objetivos principais deste projeto é que, “a partir daqui, seja possível estabelecer pontos de contacto, linhas de trabalho comuns a todas as nove RUP”, para que tenham outra capacidade de “aceder aos fundos centralizados”.

O responsável lamentou ainda que o orçamento da UE esteja “organizado em fundos que não estão regionalizados” e que, “muitas vezes, as RUP [tenham] algumas dificuldades em aceder a esses fundos”.

O presidente da Câmara de Comércio e Indústria dos Açores, Mário Fortuna, considera a existência de uma agenda de investigação “uma peça fundamental”, porque “vai determinar o que é que as entidades públicas estão disponíveis ou não estão disponíveis para apoiar”.

O dirigente da associação empresarial evidenciou, ainda, a importância de manter um “contacto regular” entre os parceiros, pelo que propôs a realização de “jornadas anuais, fixas, que atendam a vários objetivos.”

A intervenção da Universidade dos Açores no projeto prende-se, numa fase inicial, com o diagnóstico das necessidades em termos de investigação e, posteriormente, com a aplicação desses resultados, explicou a pró-reitora para a Inovação e Empreendedorismo da Universidade dos Açores, Sandra Dias Faria.

“Este projeto será importante no desenho desta nova estrutura que se está a criar na Universidade para potenciar, não só o desenvolvimento de investigação que esteja direcionada para aquilo que são as questões essenciais para o nosso tecido empresarial, mas, também, na aproximação de ambas as partes em prol da região e daquilo que são os interesses da região”, esclareceu a pró-reitora.

Sandra Dias Faria adiantou que será criada “uma unidade de transferência de conhecimento, com a criação da incubadora, mas também serviços de apoio” aos investigadores e empresários.

O projeto "Forward" está orçado em quatro milhões de euros, dos quais 476 mil euros são alocados para os Açores, tem uma duração prevista de três anos e integra entidades das nove regiões ultraperiféricas da União Europeia, nomeadamente, Açores, Madeira, Canárias, Guadalupe, Guiana Francesa, Martinica, Saint Martin, Reunião e Maiotte, sendo coordenado pelo Governo das Canárias.


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