A ilha do Pico acolhe, na próxima semana, a 5ª edição do Festival Lava, numa organização da Get Art - Associação Regional para a Promoção e Gestão Cultural. Este ano, para além, da nova imagem do festival, apresentada em dezembro passado, e do novo diretor artístico, que passa a ser Filipe Lemos, o festival conta com 80 artistas regionais de Santa Maria, São Miguel, Terceira e do Pico. Estes artistas estarão em espaços como a “Azores Wine Company, o Cella Bar, o Auditório da Madalena, o Pico Wines e outros restaurantes, bem como na hotelaria, para criar um dinâmica económica e de animação turística e cultural no próprio concelho”, afirmou Daniela Silveira, produtora do evento.
As maiores novidades do festival deste ano são as ‘Lava Talk’ e os ‘Almoços de Networking’. De acordo com Daniela Silveira, é uma “aposta em discutir assuntos que são importantes em ilhas que sofrem de uma dupla insularidade. Um dos temas é esta dupla insularidade na organização de eventos, como é o caso do Pico e de outras ilhas com menor população, com menor frequência de ligações tanto aéreas como marítimas”. Presentes nesta primeira conversa irão estar promotores, artistas e entidades públicas, nomeadamente a presidente da Câmara Municipal da Madalena, Catarina Manito.
No que diz respeito aos ‘Almoços de Networking”, haverá um convidado em cada um, “Steven Barbosa, especialista em Assuntos Europeus e Fundos Europeus para as artes e cultura”, disse a produtora cultural, explicando que “esse almoço é direcionado para profissionais da área artística e cultural, e falaremos dos programas que existem, como aceder a esses programas”.
A nível musical, um dos destaques vai para “um momento que considero inovador no Pico, ou seja, vamos ter um espetáculo de Drag Queen, que também vai ao encontro da visão e pensamento do nosso diretor artístico que queria trabalhar as temáticas da igualdade de género”, frisou Daniela Silveira.
O Festival Lava abre, no Auditório da Madalena, com uma residência artística, intitulada “Lava Ensemble”, que juntará em palco 18 artistas da ilha do Pico, uma produção original do evento, com direção artística de Filipe Lemos e direção musical da maestrina Ana Terra. A Filarmónica União e Progresso Madalense, irá encerrar a programa no auditório.
Sendo um festival para todas as idades, os mais novos contam com o “Mini Lava”, que irá apresentar dois concertos com os ‘Batukes’, um projeto ligado à área da música e da sustentabilidade ambiental porque “eles transformam o lixo em instrumentos musicais. Toda a sua performance é feita com aquilo que nós designamos como lixo. Mas eles viram ali uma oportunidade de transformar em outra coisa”, explicou.
