Vasco Cordeiro espera "sinal político" do Senado dos EUA após visita a Washington

Vasco Cordeiro espera "sinal político" do Senado dos EUA após visita a Washington

 

Lusa/AO online   Regional   21 de Nov de 2013, 15:37

O presidente do Governo dos Açores, Vasco Cordeiro, disse esta quinta-feira, no final de vários dias de contactos em Washington, esperar que o Senado dos EUA dê um "sinal político" sobre a necessidade de reavaliar a questão das Lajes.

Vasco Cordeiro falava aos jornalistas em Ponta Delgada, à chegada de uma visita a Washington onde esteve reunido com senadores norte-americanos eleitos por Estados com comunidades lusodescendentes importantes mas também com os responsáveis pelas comissões de negócios estrangeiros e das forças armadas do Senado.

O Senado norte-americano está a debater e a analisar legislação que tem referências à base das Lajes (relacionada com as opções políticas e o orçamento do Departamento da Defesa dos EUA para 2014).

"Estamos a tentar tudo aquilo que é possível para defender os interesses dos Açores, da ilha Terceira e da base das Lajes", disse Vasco Cordeiro, acrescentando que não é apenas o Governo Regional que está a desenvolver este esforço, havendo uma "união de boas vontades" em torno da questão, tanto nos EUA como em Portugal.

"Estamos numa fase decisiva, em que o fundamental é que haja um sinal político enviado pelo Senado, que dê nota clara da necessidade do Departamento da Defesa reavaliar esta situação", afirmou.

Vasco Cordeiro insistiu em que a base "da abordagem" que tem feito junto dos seus interlocutores em Washington não tem tanto a ver com a questão militar, mas com "aquilo que ela significa [esta matéria] no âmbito da relação diplomática entre os dois países".

O presidente do Governo Regional sublinhou que os EUA usam a base da Terceira há mais de 60 anos e "a forma como foi definida e está a ser implementada" a decisão de diminuir o contingente e o número de famílias na ilha "não honra nem respeita a história dessa relação e a dignidade e o prestígio" de Portugal.

"Aquela que tem sido sempre a base da argumentação que temos desenvolvido é que a responsabilidade dos EUA por mais de 60 anos a utilizarem a base é ajudarem a lidar também com o impacto social e económico desta decisão", acrescentou, dizendo que "a força aérea dos EUA não pode pura e simplesmente lavar as suas mãos deste assunto".

Vasco Cordeiro destacou que foi este já o sentido de algumas posições e iniciativas assumidas a nível da Câmara dos Representantes.

"A esperança que temos é que também ao nível do Senado, desde logo ao nível dos comités que apreciam e analisam essa legislação, nos seus relatórios possa haver esse sinal", afirmou, sublinhando que o "problema principal" da questão das Lajes "são empregos, economia e sustento de famílias" que direta ou indiretamente dependem da base e da presença de militares e respetivas famílias na Terceira.

Após mais uma ronda de contactos em Washington (a terceira em menos de um ano), Vasco Cordeiro disse pensar ser "possível" que haja esse sinal político do Senado.

Vasco Cordeiro voltou ainda a confirmar que os EUA só já estão a enviar militares sem família para a ilha, o que já se nota, por exemplo, a nível do arrendamento.


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