Comemorações do Centenário da República

Sócrates diz que tempos duros exigem "determinação e lucidez"

Sócrates diz que tempos duros exigem "determinação e lucidez"

 

Lusa/AO Online   Nacional   5 de Out de 2010, 11:33

O primeiro ministro afirmou esta terça-feira que o país atravessa um tempo “duro e exigente” que exige dos políticos “responsabilidade, determinação e lucidez” para defender “o que está em causa, o essencial do nosso modelo de sociedade”, rejeitando o “negativismo exarcebado”.

José Sócrates falava nos Paços do Concelho, em Lisboa, nas comemorações oficiais do centenário da República, num discurso em que apelou também à “coesão nacional” à “confiança em Portugal e nos portugueses”, e que foi interrompido várias vezes pelos aplausos do público.

Num momento de crise mundial, “cheio de incertezas e de desafios”, o tempo em Portugal “também é duro e exigente”, sustentou.

“É nestes momentos cruciais que os povos afirmam as suas qualidades de trabalho, de resistência, de vontade e de coragem. É nestas horas que os políticos provam o seu sentido de responsabilidade e as suas convicções, a sua determinação e a sua lucidez, que os deve levar a compreender o que está em causa”, afirmou José Sócrates.

O primeiro ministro acrescentou que “nesta emergência, o que está em causa é o essencial do nosso modelo de sociedade”.

Este momento tem de ser enfrentado “com grande sentido de coesão nacional e de solidariedade, com uma noção de responsabilidade e exigência, mas também com confiança nas nossas capacidades e nos nossos talentos”, defendeu o chefe do Governo, rejeitando o caminho “mais fácil”.

“Nestas alturas é fácil recorrer-se ao negativismo exacerbado, ao protesto inconsequente, à reivindicação irrealista, à agitação irresponsável e demagógica. É sempre mais fácil, o mais difícil é conseguir fazer o que há a fazer, preservando o fundamental: a República e os seus valores, a democracia e o seu bom funcionamento, o Estado e as suas responsabilidades, a sociedade e os seus equilíbrios, o país e a sua coesão”, disse o primeiro ministro.

No seu discurso, Sócrates destacou: “Nestes dias em que nos é pedido um esforço maior, precisamos de estimar mais as virtudes cívicas, e de praticar melhor os valores republicanos, as virtudes da cidadania e da coragem, da honradez, da dedicação. Esses valores são a defesa do bem comum, o aperfeiçoamento da democracia, o desenvolvimento do país, a justiça social, a solidariedade nacional”.

José Sócrates disse ainda que hoje se reafirma um compromisso com a República e com Portugal, que “não é um compromisso abstrato e retórico, tem de ser integral e quotidiano” e que “seja prático e palpável, realizando-se palmo a palmo, visivelmente”.

Historicamente, acrescentou, “nos momentos cruciais, perante os obstáculos, ameaças, perigos e desafios, soubemos sempre encontrar um caminho e uma saída”.

“A verdade é esta: a vontade foi sempre o melhor aliado da nossa história como nação”, afirmou.

O chefe do Governo sustentou que a República “deixou uma marca”, na “educação como base da cidadania”.

“Hoje mesmo inauguramos cem novas escolas públicas e um centro dedicado à investigação e à ciência. Esta é a melhor homenagem que podemos prestar à República. A escola, como símbolo de cidadania, de responsabilidade individual, de progresso e de liberdade, como símbolo que honra o passado e nos projecta para o futuro”, disse ainda.


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