SATA e IPMA criam grupo de trabalho para reduzir cancelamentos por motivos meteorológicos

O grupo SATA e o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) criaram um grupo de trabalho para avaliar soluções que permitam reduzir o impacto das condições meteorológicas na operação aérea interilhas nos Açores



Em comunicado, a SATA adianta que entre as primeiras medidas está a emissão, a partir de dezembro de 2026, de previsões aeronáuticas (TAF) para o Aeródromo do Pico, que passará a poder ser utilizado como aeroporto alternante, “em situações de degradação das condições meteorológicas noutros aeroportos da rede regional”.

“A implementação deste novo serviço reforça a informação meteorológica disponibilizada à aviação, constituindo uma ferramenta essencial para o planeamento e despacho dos voos, permitindo decisões operacionais mais sustentadas e maior previsibilidade em contexto aeronáutico”, sublinha o grupo de aviação açoriano.

A medida assume especial importância na operação interilhas, realizada com “aeronaves de autonomia mais limitada face a aviões de médio curso, como por exemplo, o Airbus A320, o que torna essencial a existência de alternativas regionais próximas e operacionalmente viáveis”, acrescenta.

A SATA sublinha que o aeródromo do Pico “apresenta ainda características que podem reforçar o seu papel na rede regional em determinados cenários meteorológicos”, designadamente por dispor de sistema de aproximação por instrumentos ILS e por “nem sempre ser afetado pelos mesmos fenómenos meteorológicos que condicionam outros aeroportos” dos Açores.

A SATA adianta ainda que a criação do grupo de trabalho surgiu na sequência dos recentes episódios de nevoeiro intenso e persistente que afetaram vários aeroportos dos Açores, condicionaram a operação aérea e “evidenciaram os desafios próprios de uma região arquipelágica, marcada por condições meteorológicas muito variáveis”.

“O objetivo deste trabalho não é o de reduzir exigência operacional, nem flexibilizar critérios de segurança. Pelo contrário, pretende-se garantir que os procedimentos e a informação crítica à decisão operacional estão mais adaptados à singularidade da operação aérea nos Açores, mantendo os parâmetros de segurança como prioridade”, lê-se na nota.

O grupo SATA e o IPMA sublinham que continuarão “a desenvolver e avaliar soluções técnicas que permitam reforçar a robustez, a regularidade e a segurança da operação aérea na Região Autónoma dos Açores”.


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