Primeiro-ministro lamenta que professores se mantenham "irredutíveis no finca-pé"

Primeiro-ministro lamenta que professores se mantenham "irredutíveis no finca-pé"

 

AO Online/ Lusa   Nacional   8 de Set de 2018, 09:44

O primeiro-ministro lamentou esta sexta feira, no Cartaxo, que os sindicatos dos professores se tenham “mantido irredutíveis no finca-pé, sem terem correspondido ao esforço” do Governo para chegar a um acordo.

António Costa, que hoje visitou a Agroglobal – Feira das Grandes Culturas, no último dia do certame que decorre em Valada, no concelho do Cartaxo (distrito de Santarém), reagia à ausência de acordo nas negociações que o Governo tem mantido com os sindicatos dos professores sobre a contagem do tempo de serviço.

Segundo o primeiro-ministro, o Governo fez um “esforço” para, “cumprindo o que consta da Lei do Orçamento do Estado, apresentar uma proposta negocial e procurar chegar a um acordo”, tendo encontrado, “mais uma vez”, a “intransigência”.

“Tenho pena. Como se costuma dizer, é sempre preferível um mau acordo que um desacordo. Tenho pena que não tenha havido acordo”, declarou, sublinhando que o ministro da Educação “brevemente explicará ao país” que o Governo “vai dar cumprimento àquilo que consta da Lei do Orçamento do Estado”.

Costa disse esperar que o ano letivo “decorra da forma o mais tranquila possível” e acreditar que “os professores saberão distinguir bem, como sempre souberam distinguir, aquilo que são conflitos laborais daquilo que é absolutamente fundamental que é o seu compromisso com as crianças, com as famílias, com o país”.

“Haverá seguramente lutas, divergências, greves, manifestações, mas isso não comprometerá aquilo que é essencial, que é a enorme competência dos nossos professores, a sua dedicação imensa às nossas crianças”, acrescentou.

António Costa visitou a Agroglobal na companhia dos ministros da Agricultura português, Capoulas Santos, e espanhol, Luís Planas Puchades, no final de três dias de um certame que acontece de dois em dois anos em 200 hectares de terreno junto ao rio Tejo que são propriedade do Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV), tutelado pelo Ministério da Agricultura.



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