Português recebe financiamento para estudar Parkinson e Alzheimer


 

Lusa/AO Online   Nacional   11 de Dez de 2008, 16:32

A Organização Europeia de Biologia Molecular (EMBO) atribuiu ao investigador Tiago Outeiro um financiamento de 250 mil euros para estudar as bases moleculares de doenças neurodegenerativas como as de Parkinson e Alzheimer, visando desenvolver novas abordagens terapêuticas.
  Este cientista do Instituto de Medicina Molecular (IMM) da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa foi o primeiro classificado entre os 32 candidatos europeus a este incentivo, conhecido como "Installation Grant", que contemplou sete projectos de outros tantos países, disse hoje fonte da instituição.

    A par da distinção, o investigador passa também a fazer parte do Programa de Jovens Investigadores da EMBO, uma rede de cientistas que fomenta e apoia colaborações científicas entre os membros.

    "É um óptimo apoio e um grande estímulo para o nosso trabalho aqui no IMM", declarou Tiago Outeiro à Lusa. "É uma honra e uma grande responsabilidade, pois agora passamos a fazer parte de uma rede de investigadores de excelente qualidade, e temos de continuar a mostrar que a nossa investigação tem qualidade".

    O cientista explicou que os fundos atribuídos pela EMBO serão utilizados para a aquisição de algum equipamento e para despesas correntes da investigação" realizada pelo seu grupo, uma actividade "muito cara".

    Tiago Outeiro lidera uma equipa de 11 investigadores na sua unidade de Neurociência Celular e Molecular no IMM, dedicada ao estudo das bases celulares e moleculares das doenças neurodegenerativas, nomeadamente as de Parkinson, Huntington e Alzheimer.

    Todas estas doenças estão associadas a deficiências em proteínas que resultam na agregação anómala de proteínas em determinadas zonas do cérebro.

    "Esperamos que com este apoio possamos continuar a dar saltos em frente no sentido de percebermos a origem destas doenças e contribuirmos para o desenvolvimento de novas terapêuticas", disse ainda Tiago Outeiro.

    A sua equipa recorre a organismos modelo, como leveduras e ratinhos, e a abordagens sofisticadas, como a microscopia confocal e multi-fotão, para estudar este tipo de desordens neurodegenerativas.

    Este jovem investigador doutorou-se em 2004 pelo Whitehead Institute for Biomedical Research do MIT e fez um pós-doutoramento na Harvard Medical School, também nos Estados Unidos. Actualmente, além de investigador, é professor de Fisiologia na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa e subdirector do jornal on-line Ciência Hoje.

   

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