No início da
sua passagem, as poeiras do Saara vão afetar, com maior incidência, o
Grupo Ocidental e Central, passado progressivamente a afetar também o
Grupo Oriental.
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA),
explica em comunicado que “este fenómeno resulta da combinação de
movimentos verticais ascendentes sobre o deserto do Saara, que elevam as
partículas de poeira para níveis mais altos da troposfera, com uma
circulação atmosférica favorável” ao o seu transporte até ao arquipélago
dos Açores.
Além disso, a circulação destas partículas de poeira
para os Açores é favorecida por uma corrente de oeste/sudoeste,
associada à circulação de um vasto anticiclone centrado a sul do
arquipélago, de acordo com a informação adiantada pelo IPMA.
Assim,
se o leitor notar que o céu tem uma tonalidade mais pálida de azul
nestes próximos dias e que está com um aspeto mais esbranquiçado, saiba
que este fenómeno se deve às partículas de poeira provenientes do
deserto do Saara, localizado no continente africano.
Poeiras vindas do deserto do Saara de novo nos Açores
Até ao próximo dia 5 de junho, as previsões do Copernicus Atmosphere
Monitoring Service (CAMS) indicam a presença de partículas de poeira
oriundas do deserto do Saara no Arquipélago dos Açores.
Autor: Daniela Carreiro
