Pianista Inês Filipe e Santa Maria nas “Ilhas do Amanhã” em Ponta Delgada Capital da Cultura

“Um Piano Português - Do Passado ao Futuro”, da pianista Inês Filipe, constitui um dos eventos da primeira quinzena do mês da PDL - Capital Portuguesa da Cultura, no Museu Carlos Machado, revelou a organização



O concerto, a realizar-se no sábado, ao longo de cerca de 70 minutos, “combina interpretação e explicação, revelando diferentes momentos da criação musical portuguesa”, através de obras de compositores como António Fragoso, Fernando Lopes-Graça, Clotilde Rosa, Amando José Fernandes, Constança Capdeville e Sara Ross.

Segundo a organização, esta é uma “experiência musical e pedagógica que aproxima o público da música erudita e propõe uma reflexão sobre o futuro do piano e da criação musical em Portugal”.

Ponta Delgada 2026 - Capital Portuguesa da Cultura (PDL-2026) projetou ainda, para 09 de abril, uma mostra sobre a ilha de Santa Maria, também para o Museu Carlos Machado, com a M/3 Curadoria, que se “enquadra numa perspetiva de alargamento e inclusão, em verdadeiro espírito de fraternidade açoriana, assente na diversidade que caracteriza cada uma das ilhas do arquipélago e nos valores que partilham”.

De acordo com a organização, “Ilhas do Amanhã” é um ciclo de mostras que decorrerá ao longo do ano de 2026 no Museu Carlos Machado, no Núcleo de Santo André, dedicado às nove ilhas dos Açores, que tem “como ponto de partida a riqueza e diversidade insular”.

“Entre fevereiro e novembro, será dedicada, a cada mês, uma mostra a cada ilha do arquipélago dos Açores, por forma a explorar histórias, tradições, gastronomia e modos de vida que a moldam. A singularidade de cada ilha permite que esta mostra viva e seja uma história contada em nove capítulos, mas com continuidade insular, procurando que o público acorra ao museu sempre que uma nova ilha surja”, lê-se no texto da programação da PDL.

O cartaz integra ainda o Festival MICA, de 15 a 21 de abril, dedicado a um público infantojuvenil, com curadoria do Serviço Educativo e Teatro, surgindo como uma “iniciativa fundamental para o fortalecimento da cultura da cidade de Ponta Delgada (e da Ribeira Grande, como parceira) na construção de um projeto que se pretende abrangente, contínuo e profundamente ligado à comunidade”.

A programação está centrada nas artes performativas, nomeadamente o teatro e a dança, sendo que o festival “procura estimular o contacto regular dos mais novos e suas famílias, com linguagens artísticas essenciais ao desenvolvimento sensorial, emocional e intelectual”.

O cartaz da PDL para esta quinzena contempla também uma visita guiada pela exposição “Glimpse Colection 2.º Andamento”, com reinterpretações da obra de Neves e Sousa, a exposição a “Ilha como Nascente”, de Teresa Lobo, a par da mostra “Fitas do Devir”, de Teresa Pereira.

PUB