Passivo da SAUDAÇOR e dos três hospitais da Região era de 635 ME no final de 2010

Passivo da SAUDAÇOR e dos três hospitais da Região era de 635 ME no final de 2010

 

Lusa/AO Online   Regional   14 de Nov de 2011, 07:39

O passivo da SAUDAÇOR e dos três hospitais dos Açores ascendia a 635 milhões de euros em 31 de dezembro de 2010, o que representa um aumento de 11,5 por cento em relação ao ano anterior.

Os dados foram divulgados pelo Governo Regional na resposta a um requerimento apresentado pelo PSD na Assembleia Legislativa dos Açores e demonstram a evolução da dívida do setor público empresarial ligado à saúde no arquipélago.

De acordo com os relatórios de contas disponibilizados pelo executivo regional socialista, a SAUDAÇOR, sociedade de capitais públicos regionais que gere os equipamentos e recursos do setor, apresentava no final de 2010 um passivo de 282,7 milhões de euros.

Por seu lado, os hospitais de Ponta Delgada, Angra do Heroísmo e Horta, transformados em entidades públicas empresariais, deviam, em conjunto, mais de 352,5 milhões de euros no final do ano passado.

O Hospital do Divino Espírito Santo, em Ponta Delgada, tinha a 31 de dezembro de 2010 uma dívida de 210,1 milhões de euros, enquanto o Hospital de Angra apresentava um passivo de 85,3 milhões e o Hospital da Horta de 57,1 milhões de euros.

Em comparação com os dados relativos ao final de 2009, o passivo do setor público empresarial ligado à saúde nos Açores aumentou cerca de 11,5 por cento em apenas um ano, mas, se forem contabilizadas apenas as dívidas dos três hospitais, o crescimento do passivo é superior a 20 por cento.

Os valores em causa referem-se a financiamentos a curto, médio e longo prazo, a dívidas a fornecedores, ao Estado e a outros entes públicos e ainda à rubrica de "outros credores".

A Lusa tentou obter um comentário da Secretaria Regional da Saúde sobre a evolução da dívida, tendo uma fonte oficial referido que os valores em causa "não espelham o endividamento do setor".

A fonte frisou que, "provavelmente", estarão a ser "contabilizadas dívidas entre unidades de saúde", o que significa que, na prática, alguns números poderão estar representados em duplicado.


Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.