Ocorrência na Ribeira Grande deveu-se a deslizamento de terras na área da Fajã do Redondo

A água com cor acastanhada que no passado dia 23 de maio foi registada na Ribeira Grande, principal ribeira que atravessa a cidade da costa norte da ilha de São Miguel, deveu-se a um deslizamento de terras e não a uma descarga agrícola, afirma a autarquia em nota de imprensa.




O autarca, Jaime Vieira, reuniu-se com a GNR na sequência da ocorrência e, após avaliação preliminar no terreno, “tudo indica que a situação terá resultado de um deslizamento de terras na área da Fajã do Redondo, não existindo, para já, indícios de contaminação por chorume, conforme chegou inicialmente a ser suspeitado”, lê-se na nota.
Na mesma reunião estiveram também presentes elementos da Proteção Civil Municipal e da Divisão de Ambiente, Serviços Urbanos e Equipamentos Municipais (DASUEM), com o objetivo de reforçar a articulação entre as várias entidades envolvidas.
Após a ocorrência, Jaime Vieira anunciou que a Câmara Municipal pretende avançar com uma ação conjunta que envolverá a GNR, os bombeiros e outros meios técnicos especializados, incluindo o recurso a drones para monitorização e vigilância ambiental.
Um esforço que pretende contar com o envolvimento das associações ambientais locais, de forma a  “promover uma estratégia de proximidade e sensibilização comunitária em prol da defesa e da preservação dos recursos naturais do concelho”.
Citado na nota, Jaime Vieira sublinha que a proteção ambiental “exige uma atuação conjunta e coordenada entre instituições e comunidade”, defendendo uma resposta “rápida, preventiva e eficaz” perante situações suscetíveis de afetar os ecossistemas e linhas de água do concelho.
De recordar que, após a ocorrência, a Câmara Municipal anunciou a criação de um piquete ambiental, cuja principal missão passará por reforçar a vigilância ambiental, identificar situações irregulares e colaborar com as entidades competentes na proteção dos recursos naturais da Ribeira Grande.
Em casos semelhantes, a autarquia assegurará a recolha de amostras de água, em articulação com a GNR, para análises laboratoriais, de modo a garantir uma resposta preventiva e um acompanhamento rigoroso da qualidade ambiental, com o objetivo de reforçar a confiança e tranquilidade da população. 

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