Num ano marcado pelos problemas registados no processo de classificação e publicação dos exames nacionais, decorrente da aposta na digitalização dos exames, o número de alunos açorianos que se candidataram ao Ensino Superior e o número de açorianos colocados na primeira fase do concurso nacional superado os registados em anos anteriores.
Segundo a secretária regional da Educação Cultura e Desporto, Sofia Ribeiro, “o número de alunos açorianos que entrou este ano no ensino superior é o maior de sempre”, refere uma nota de imprensa do Governo Regional que cita Sofia Ribeiro.
Este ano, dos 1346 alunos que apresentaram candidatura, 1256 alunos entraram na primeira fase, ou seja 90 não ficaram colocados. E, no ano passado, 954 tinham apresentado candidatura, dos quais 913 tinham ficado colocados (registaram-se 41 alunos não colocados na primeira fase).
“Falamos de um aumento de 38% em relação ao número de colocados em 2025”, frisou.
Sofia Ribeiro acrescentou ainda que, “um dos objetivos plasmados na Estratégia Educação Açores 2030 é o aumento da percentagem da população açoriana detentora de habilitações ao nível do ensino secundário ou superior”.
“O aumento do número de alunos colocados no ensino superior, associado à redução demográfica registada nos Açores, evidencia que estamos a progredir a este nível”, reforçou, citada na mesma nota.
De acordo com a titular da pasta da Educação, 93% dos alunos que apresentaram candidatura este ano “foram colocados na primeira fase do concurso ao ensino superior”.
Os cinco cursos mais escolhidos pelos açorianos foram Enfermagem, Gestão, Psicologia, Educação Básica e Serviço Social.
As faculdades de Ciências Sociais e Humanas, de Economia e Gestão e a de Ciências e Tecnologias, da Universidade dos Açores, continuam a ser as escolas mais escolhidas pelos alunos, logo seguidas da Universidade de Aveiro.
A nível nacional, entre os mais de 60 mil alunos inscritos, foram colocados 49 991 novos estudantes na 1.ª fase do CNAES, um número que representa uma taxa de colocação de candidatos de 82,6%, de acordo com a nota de imprensa do MECI.
Sobraram apenas 6092 vagas para a segunda fase, tratando-se do maior número de colocados da última década, com exceção de 2020, ano que contou com regras excecionais devido à pandemia de Covid-19 No todo nacional, 53,6% dos estudantes foram colocados na sua primeira opção e 84,5% numa das suas três primeiras opções de candidatura.
