Luís Raposo foi recentemente eleito vice-presidente nacional da Juventude Social Democrata (JSD), tornando-se o primeiro açoriano em vários anos a integrar a vice-presidência da estrutura jovem do PSD. Para o líder da JSD/Açores, a eleição representa não apenas um reconhecimento pessoal, mas também a valorização do trabalho desenvolvido pela estrutura regional nos últimos anos.
“Ser eleito vice-presidente nacional da JSD enquanto açoriano tem naturalmente um significado especial”, afirma Luís Raposo ao Açoriano Oriental, sublinhando que o percurso iniciado em 2021 teve como principal objetivo “colocar a juventude açoriana no centro das decisões de políticas públicas”.
O novo vice-presidente destaca vários resultados alcançados pela estrutura regional, entre os quais o aumento da representação parlamentar da JSD nos Açores, a mobilização de mais de 1200 jovens nas eleições autárquicas e a aposta na formação política interna. “Hoje fala-se de juventude como nunca”, disse.
Com a entrada na direção nacional da JSD, Luís Raposo admite que a responsabilidade aumenta, sobretudo no que diz respeito à defesa dos interesses das regiões autónomas.
“Dar voz às regiões autónomas dentro da política nacional foi, é e será sempre uma prioridade minha”, garante. O social-democrata considera essencial combater visões centralistas e reforçar o papel estratégico dos Açores e da Madeira no contexto nacional e europeu.
“A nossa geografia não pode ser vantajosa para os de fora e penosa para nós”, afirma, defendendo que os jovens açorianos e madeirenses não podem ser tratados como “jovens de segunda”.
Questionado sobre os principais desafios da juventude portuguesa, Luís Raposo aponta a emancipação jovem como prioridade central da ação da JSD. O acesso à habitação, a entrada no mercado de trabalho, a mobilidade e a criação de condições para os jovens construírem projetos de vida em Portugal surgem entre os temas prioritários.
Nos Açores, o social-democrata destaca medidas implementadas pelo Governo Regional, como o reforço das bolsas de estudo, o pagamento de propinas, os apoios às deslocações de estudantes e os incentivos ao acesso ao ensino superior. Segundo Luís Raposo, desde 2020 o desemprego jovem na Região foi reduzido em cerca de 50%, enquanto mais de oito mil jovens ingressaram no mercado de trabalho.
Apesar disso, considera que continuam a existir desafios importantes, nomeadamente para os estudantes deslocados, confrontados com a escassez de residências universitárias, as rendas elevadas e o aumento do custo de vida. A saúde mental e as dependências são também preocupações crescentes entre os jovens açorianos, alerta.
Luís Raposo considera que os jovens açorianos estão hoje mais envolvidos na vida cívica e política da Região. Destaca o crescimento das associações juvenis, a participação em iniciativas como o “Estou On!” e o “DemocraciAZ” e o reforço dos apoios às associações juvenis.
O jovem social-democrata deixa ainda uma mensagem aos jovens açorianos que desejam participar na política, mas sentem dificuldades em fazer ouvir a sua voz fora dos grandes centros. “Não tenham medo nem receio de errar, pois só erra quem faz”, afirma.
O vice-presidente nacional da JSD apela à participação dos jovens na vida cívica e associativa. “Façam-se ouvir, mas que por vezes a vossa voz seja incomodativa para alguns”, conclui.
