Eleições regionais

Listas do PS com 45% de independentes


 

Paulo Faustino   Regional   29 de Ago de 2008, 10:21

As listas de candidatos a deputados à Assembleia Legislativa Regional  (ALR) pelo PS Açores serão constituídas, em 45%, por cidadãos independentes.
O anúncio foi feito ontem em Ponta Delgada por Francisco Coelho, após uma reunião do Secretariado Regional do PS para apreciar aquelas listas, bem como as propostas das estruturas de ilha para o programa e compromissos eleitorais do partido na Região. São 139 elementos (e mandatários) que, a 19 de Outubro, constarão dos círculos eleitorais correspondentes a cada uma das nove ilhas, a que se junta um décimo círculo que é o da compensação. Desse conjunto, com uma média de idades que não chega a 40 anos (38,9 anos), o líder parlamentar revelou que 60% dos candidatos serão homens, 40% mulheres, sendo ainda 60%  licenciados e 40% não licenciados. Acresce que, como já foi referido, 45% dos nomes não apresenta filiação no PS e 55% é militante. “Pensámos que, mais uma vez, o PS demonstrará uma capacidade de renovação importante, uma capacidade de equilíbrio de género e de contar, cada vez mais, com a participação activa das açorianas nas suas listas e no parlamento, e também com candidatos qualificados”, frisou Francisco Coelho.
Da reunião do Secretariado do PS não aconteceu, porém, o que mais se esperava: a divulgação aos jornalistas dos nomes dos candidatos que irão compor as listas socialistas. Francisco Coelho disse que esse momento ficará adiado para a próxima semana, altura em que, por diversas ilhas, se começará a dar a conhecer os candidatos em foco.
Quanto aos manifestos eleitorais do Partido Socialista, já aprovados, têm em comum o facto de se afirmarem como contratos “ambiciosos no sentido de desenvolver os Açores de uma forma sustentada”, seja no domínio económico, da qualificação, solidariedade, acessibilidades e aumento da coesão regional. “Pensámos que estes manifestos, ao nível de ilha e com o grau de concretização que já têm, são muito importantes porque os açorianos sabem que significam da nossa parte um contrato e já se apercebem agora que se trata de algo factual e comprovado. Compromisso assumido pelo PS é compromisso cumprido perto de 100%”, enfatizou.
O Secretariado Regional do PS/A, que contou com a presença do líder do partido, Carlos César, analisou o estado actual do processo de revisão do Estatuto Político dos Açores, e para criticar a postura do Presidente da República, Cavaco Silva, nessa matéria. “Não podemos deixar de lamentar a posição política centralista que o chefe de Estado assumiu, e até de algum confronto, quer ao Tribunal Constitucional, quer à Assembleia da República” referiu para destacar que, do lado açoriano, haverá “diálogo construtivo, mas também muita firmeza, para continuar a batalhar para que a terceira revisão do Estatuto se conclua e dote os Açores de uma Carta Autonómica ambiciosa, actualizada e com mais competências para os órgãos de governo próprio”.
Sobre a queixa que o Movimento Partido da Terra (MPT/Açores) apresentou à Comissão Nacional de Eleições contra o PS/A, por alegadamente estar a utilizar indevidamente símbolos regionais na pré-campanha para as Regionais de Outubro, Francisco Coelho não deu grande importância ao tema. Disse apenas que “não será objecto de qualquer deliberação”.

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