A vencedora do Prémio Nobel da Paz pede o apoio dos Estados Unidos para "conduzir uma negociação política séria, firme e responsável com o regime interino, a fim de restabelecer a democracia na Venezuela", indicou Maria Corina Machado num comunicado publicado a partir do Panamá, onde se encontra atualmente exilada.
"O objetivo central desta negociação é conseguir a realização de eleições presidenciais livres, transparentes e soberanas", acrescenta o comunicado redigido no final de um encontro com partidos políticos venezuelanos da oposição.
Maria Corina Machado vive no exílio desde que deixou clandestinamente a Venezuela para receber o seu Nobel em Oslo, em dezembro.
Declarada inelegível após obter uma vitória esmagadora nas primárias da oposição, Machado liderou a campanha de Edmundo Gonzalez Urrutia para as eleições presidenciais na Venezuela de 2024, em que Nicolás Maduro foi reeleito, apesar das acusações de fraude por parte da oposição.
O Governo venezuelano considera Machado uma "fugitiva da justiça" e acusa-a de ter defendido a intervenção militar norte-americana ainda antes da mesma vir concretizar-se e a derrubar Maduro em janeiro.
Desde que se encontra no exílio, Machado reuniu-se com líderes políticos de diversos países e realizou várias visitas aos Estados Unidos.
Também anunciou em várias ocasiões que regressaria em breve à Venezuela, sem indicar uma data.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, tem-se repetidamente afirmado satisfeito com a presidência de Delcy Rodriguez, que promoveu a aprovação de novas leis sobre o petróleo e a mineração, abrindo esses setores ao capital privado, e segundo muitos observadores, Washington não veria com bons olhos o regresso rápido de Maria Corina Machado.
