Política

Jerónimo de Sousa diz que voz "grossa" de Menezes não vai resolver problema do PSD


 

Lusa/AO online   Regional   6 de Out de 2007, 11:32

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, afirmou nos Açores que a voz "grossa" de Luís Filipe Menezes não vai resolver as "dificuldades" do PSD em fazer oposição ao Governo do PS.

Falando num jantar com militantes do PCP na ilha do Faial, no âmbito de uma visita que está a efectuar aos Açores, Jerónimo de Sousa considerou que a alteração na liderança dos sociais-democratas não vai trazer nada de substancial no combate às políticas do executivo de Jo´se Sócrates.
"Eu acho que o actual líder do PSD vai falar com a voz mais grossa, mas em relação às privatizações terá uma posição diferente da do partido Socialista?", questionou o líder comunista, acrescentando que em relação a temas como a legislação laboral, a União Europeia ou o poder económico as diferenças entre PS e PSD são mínimas.
No entender de Jerónimo de Sousa, em relação a matérias essenciais para o país, o PSD apresenta uma "contradição insanável", pois "não consegue fazer oposição à política que gostaria de fazer e que faria se estivesse no Governo da República".
O líder nacional dos comunistas recordou, por outro lado, os dados estatísticos da União Europeia para afirmar que os milhões de euros que Bruxelas atribui aos Açores, não estão a ser bem distribuídos nas ilhas.
"É certo que vem mais dinheiro da União Europeia, resta saber é para quem, se de facto hoje as estatísticas demonstram que os trabalhadores açorianos são dos mais prejudicados a nível nacional, então alguém está a ficar com o dinheiro no bolso", denunciou Jerónimo de Sousa.
O líder regional do PCP, Aníbal Pires, recordou, por outro lado, o acordo recentemente estabelecido entre os presidentes das duas regiões autónomas, para dizer que Carlos César "vai actuando conforme as conveniências" e que "está a procurar distanciar-se" do Governo da República.
Os dois dirigentes do PCP destacaram também o trabalho que é necessário efectuar nos Açores na campanha para as eleições legislativas regionais do próximo ano, no sentido do partido voltar a ter uma voz no Parlamento açoriano.

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