INE revê em alta crescimento da economia portuguesa

INE revê em alta crescimento da economia portuguesa

 

Lusa/AO Online   Economia   9 de Jun de 2010, 11:04

O INE reviu hoje em alta o crescimento da economia portuguesa no primeiro trimestre do ano, com o PIB a crescer 1,8 por cento face ao trimestre homólogo e de 1,1 por cento face ao quarto trimestre de 2009.

Na primeira estimativa, o Instituto Nacional de Estatística (INE) apontava para um crescimento do PIB de 1,7 por cento no primeiro trimestre do ano, em relação ao período homólogo, e de 1 por cento face aos três meses anteriores.

“O aumento do PIB em termos homólogos no primeiro trimestre esteve parcialmente associado a um efeito base (o PIB no primeiro trimestre de 2009 diminuiu 3,9 por cento), verificando-se uma melhoria do contributo da Procura Interna, que se fixou em 1,4 pontos percentuais (-2,2 pontos percentuais no último trimestre de 2009)”, refere.

No quarto trimestre de 2009, o PIB tinha diminuído 1 por cento em termos homólogos e recuado 0,2 por cento em cadeia.

De acordo com o INE, as exportações e importações de bens e serviços aumentaram 8,5 e 5,2 por cento em volume, respetivamente, um valor que nao se verificava desde o início de 2007 que se deve a uma forte recuperação do investimento.

A formação bruta de capital fixo regista uma variação homóloga de -2,3 por cento face aos -11,9 por cento registados no trimestre anterior.

O consumo privado, por sua vez, cresceu em termos homólogos 2,7 por cento, com a componente de bens de consumo duradouros (automóveis e outro) a registar um “expressivo aumento” face ao ano passado de 15,1 por cento, após a queda de 6,5 por cento verificado no trimestre anterior.

A componente do investimento diminuiu 3,8 por cento em termos homólogos, mas numa variação “claramente menos negativa do que a verificada no trimestre anterior (de 12,6 por cento)”, acrescenta o INE.

Nas contas do primeiro trimestre, o INE destaca ainda o crescimento de 4 por cento do Valor Acrescentado Bruto (VAB) da Indústria, depois de uma variação homóloga de 5,9 por cento em volume no quarto trimestre de 2009.

“Desta forma, o contributo deste agregado para a variação homóloga do VAB total (incluindo impostos líquidos de subsídios) melhorou significativamente, passando de 0,7 pontos percentuais para 0,4 pontos percentuais nos quarto e primeiro trimestres, respetivamente”, refere.

O emprego total para o conjunto dos ramos de actividade da economia, corrigido de sazonalidade, diminuiu 1,7 por cento no primeiro trimestre de 2010, uma variação menos negativa também do que a observada no trimestre anterior (-2,8 por cento).

O emprego por conta de outrem, igualmente corrigido da sazonalidade, registou uma diminuição homóloga menos intensa, passando de uma variação de -2,4 por cento no quarto trimestre de 2009 para -0,8 por cento no trimestre seguinte.

Os resultados hoje divulgados pelo INE baseiam-se numa nova série trimestral de Contas Nacionais Portuguesas, consistente com os resultados anuais divulgados em simultâneo para o período 1995 a 2007, alerta o instituto.


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