"O Canadá e os Estados Unidos concordaram em adiar a inauguração da ponte, dedicando o tempo necessário para resolver as questões pendentes", adiantou Chuck Andary, CEO interino da Autoridade da Ponte Windsor-Detroit (WDBA, na sigla em inglês), em comunicado.
Também Mark Carney referiu que o Canadá concordou em adiar a inauguração "a pedido dos Estados Unidos".
O governante canadiano citou "alguns problemas técnicos" que adiarão a inauguração por "algumas semanas".
Falando sobre o tema à margem de uma conferência de imprensa, o primeiro-ministro desvalorizou a importância do adiamento.
"Não há aqui drama nenhum", garantiu.
Este anúncio surge dois dias depois de o primeiro-ministro canadiano ter elogiado "a cooperação entre os dois países" e afirmado que a ponte seria inaugurada antes do final da semana.
Já Chuck Andary salientou que os dois países estavam a adotar "uma abordagem colaborativa, refletindo a ambição partilhada por este corredor comercial", sem, no entanto, fornecer uma nova data de inauguração ou especificar a natureza das questões pendentes.
A inauguração da Ponte Gordie Howe, que tem o nome da lenda canadiana do hóquei no gelo, foi posta em causa em fevereiro por Donald Trump, que defendeu que os Estados Unidos deveriam ser proprietários de "pelo menos metade" dessa infraestrutura.
As ameaças do Presidente norte-americano em relação à ponte surgiram num momento de crescentes tensões comerciais entre os dois países, pouco depois de Otava ter chegado a um acordo comercial preliminar com Pequim, o que provocou novas ameaças de tarifas norte-americanas.
Em construção desde 2018, com um custo total de 5,7 mil milhões de dólares canadianos (cerca de 3,5 mil milhões de euros), a Ponte Gordie Howe tem como objetivo ligar a cidade americana de Detroit (Michigan) à cidade canadiana de Windsor (Ontário).
