Greve dos estivadores tem adesão total

Greve dos estivadores tem adesão total

 

Lusa/AO online   Economia   23 de Out de 2012, 09:22

A greve dos estivadores teve uma adesão total, disse esta terça-feira o presidente do Sindicato dos Estivadores, Trabalhadores do Tráfego e Conferentes Marítimos do centro e sul de Portugal, Vítor Dias.

“É já uma prática comum. As greves dos portuários normalmente têm uma adesão de 100 por cento. Normalmente a adesão é total e esta não foge à regra”, afirmou o dirigente sindical no primeiro dia de uma greve que se prolonga até quarta-feira, 31 de outubro.

Esta greve foi motivada pelo facto do Governo ter aprovado a 13 de setembro uma proposta de lei relativa ao regime do trabalho portuário, uma semana depois de ter chegado a acordo com alguns sindicatos, afetos à UGT, e operadores portuários, com o objetivo de aumentar a competitividade dos portos nacionais.

Esse acordo vai permitir descer a fatura portuária entre 25 a 30 por cento, de acordo com o ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, mas os sindicatos dos trabalhadores portuários entendem que, com esta revisão da legislação, ficam em causa os postos de trabalho.

“Não há nenhuma movimentação de qualquer tipo de carga nos portos para os quais foi emitido um pré-aviso de greve, caso de Lisboa, Setúbal e Figueira da Foz”, explicou o presidente do sindicato.

Esta greve dos estivadores será uma paralisação parcial, incluindo fins de semana e feriados, que abrange os turnos entre a meia-noite e as 17:00.

As greves dos trabalhadores dos portos portugueses iniciaram-se a 17 de setembro, perfazendo um total de oito semanas de greves.

Para quarta-feira está prevista uma reunião para fixação dos serviços mínimos, uma situação considerada como “normal” pelo presidente do sindicato.

“Tínhamos uma ata subscrita, que datava de 2004, em que as partes acordaram os serviços mínimos a prestar em caso de greve. A ata foi funcionando até agora, momento em que as associações de operadores denunciaram o documento”, afirmou.

De acordo com Vítor Dias, esta reunião, entre patrões, sindicatos dos estivadores, administrações portuárias e Direção-geral do Emprego e das Relações do Trabalho (DGERT), servirá para reformular a ata ou chegar a outro acordo.


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