Empresários açorianos consideram redução do preço dos combustíveis positiva

A Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada (CCIPD) considerou positiva a redução dos preços dos combustíveis em junho, mas exortou o Governo Regional a avaliar “medidas adicionais” de mitigação e apoio à economia



Em comunicado enviado à agência Lusa, a associação empresarial de São Miguel e de Santa Maria congratula o Governo Regional “pelo apoio extraordinário agora anunciado para mitigação do impacto do aumento dos combustíveis e da energia, reconhecendo o esforço realizado num contexto internacional particularmente exigente”.

No entanto, a direção da CCIPD, sublinha que, desde janeiro, os preços dos combustíveis registaram aumentos “muito expressivos” na região, com “forte impacto na estrutura de custos das empresas e no custo de vida das famílias”.

Considera, por isso, fundamental “manter uma monitorização permanente da evolução dos preços energéticos e avaliar medidas adicionais de mitigação e apoio à economia regional”.

O preço dos combustíveis vai baixar nos Açores a partir de 1 de junho, com uma redução de sete cêntimos por litro na gasolina e 14,7 cêntimos no gasóleo rodoviário, revelou na quarta-feira o executivo açoriano.

“Posso confirmar, como o Governo [Regional] tinha anunciado a semana passada, uma descida dos preços dos combustíveis a partir de dia 01 de junho, que fará com que exista uma descida na gasolina de sete cêntimos, no gasóleo rodoviário de 14,7 cêntimos e no gasóleo agrícola e das pescas de 7,6 cêntimos”, disse à agência Lusa o secretário das Finanças, Planeamento e Administração Pública.

Segundo a CCIPD, apesar da redução, os preços dos combustíveis nos Açores “continuam substancialmente acima dos valores praticados no início do ano”. “Comparativamente a janeiro de 2026, os preços de junho mantêm aumentos de cerca de 14,3% na gasolina (1,851 euros/litro), 26% no gasóleo (1,857 euros/litro), 15,2% no gás butano (1,943 euros/quilograma) e 19,6% no gás a granel (1,536 euros/quilograma)”, indicou.

A organização empresarial recorda ainda que entre janeiro e maio “o gasóleo chegou a aumentar cerca de 36%, a gasolina 18,6%, o gás butano 30,9% e o gás a granel mais de 40%”.

Estes aumentos refletem a “enorme pressão que os custos energéticos continuam a exercer sobre a competitividade das empresas, os transportes, a logística e o rendimento disponível dos residentes”, concluiu.

O secretário regional das Finanças destacou também que à descida de 7,6 cêntimos no gasóleo agrícola e das pescas “acresce o apoio de 10 cêntimos por litro aos agricultores e pescadores”, já anunciado pelo Governo Regional.

Já a botija de gás vai registar uma “descida substantiva” de 26,5 cêntimos por quilo, o que representa uma redução de 3,44 euros numa botija de 13 quilos.

“O Governo [Regional], tal como se comprometeu a fazer esta abordagem agora, continuará com os outros compromissos que assumiu e a acompanhar permanentemente a situação para outras tomadas de decisão que sejam necessárias”, garantiu.

Duarte Freitas realçou que as descidas nos preços resultam da “conjugação de dois fatores”: uma “maior descida” no Imposto Sobre Produtos Petrolífero (ISP) na região e as variações nos preços nos mercados internacionais.

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