Economia

Derrapagem nas Portas do Mar pode chegar aos 50 por cento

Derrapagem nas Portas do Mar pode chegar aos 50 por cento

 

Carla Dias   Regional   11 de Fev de 2010, 08:05

Os números foram divulgados pelo governo regional, depois de um requerimento do PSD/Açores que pretendia saber quanto custou a obra.
 Inicialmente estava previsto custar 44,5 milhões de euros, mas depois de várias alterações ao projecto e trabalhos a mais, a obra ficou em 53,7 milhões de euros. Isto sem contar com os 3 milhões de revisão de preço e mais 434 mil euros de juros de mora.

Ou seja, 57,2 milhões de euros, mas a que ainda pode vir a acrescentar mais 10 milhões de euros. Isto porque em tribunal está um diferendo entre o empreiteiro e o dono da obra a Administração dos Portos de São Miguel e Santa Maria. A empresa reclama o pagamento de 9,9 milhões e que ainda não foram decididos.

Números que constam de uma resposta do governo ao PSD/Açores, que em Fevereiro de 2009 enviou um requerimento ao executivo para saber quanto tinha custado a obra. Um ano depois o governo dá uma resposta.

De acordo com o documento, enviado pelo executivo à Assembleia Regional, o contrato das Portas do Mar sofreu quatro alterações.

A primeira, realizada em Março de 2007, foi no valor de 3 milhões de euros. Sendo a maior rubrica de 1 milhão de euros, só para erros e omissões.

A segunda alteração, feita em Outubro do mesmo ano, contempla mais 1,7 milhões de euros, sendo que só para o equipamento da Marina foram gastos 990 mil euros. Já os erros e omissões custaram mais 111 mil euros.

Em Janeiro de 2008 a terceira alteração custa mais 3,3 milhões de euros. Nesta alteração entra a primeira fase do pipeline de abastecimento do novo terminal de cruzeiros, orçado em 1 milhão de euros, a que se juntam as alterações ao Pavilhão do Mar por mais 903 mil euros.

Nova alteração ao projecto em Maio de 2008, com o custo de 1,4 milhões, onde se inclui nova alteração ao Pavilhão do Mar.

De acordo com o documento facultado pelo governo, só esta estrutura custou 1,6 milhões de euros só em trabalhos a mais. Em erros e omissões foram mais 1,1 milhões de euros em todo o projecto.

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