Cópia rara da Magna Carta inglesa vendida por 14,8 milhões de euros

Uma cópia raras da Magna Carta inglesa, documento jurídico do século XIII que limitava os poderes dos reis, foi vendida na terça-feira num leilão, em Nova Iorque, pela soma recorde de 21,3 milhões de dólares (14,8 milhões de euros).


      O manuscrito, datado de 1297 e com o selo de Eduardo I, foi arrematado pelo telefoneno leilão conduzido pela Sotheby's.

    Para David Redden, vice-presidente da Sotheby's, este manuscrito em pergaminho é "o documento mais importante do mundo", "o primeiro degrau na escada da liberdade" e "simboliza a busca eterna da liberdade pelo homem".

    Alguns textos fundadores do direito americano, como a declaração de independência ou a Constituição dos Estados Unidos "têm um antepassado comum, que é a Magna Carta", disse.

    A Magna Carta foi redigida em 1215 para marcar o desacordo entre os barões ingleses e o rei João a propósito dos poderes reais e reconhecida como lei em 1297.

    O documento leiloado na terça-feira é um dos 17 exemplares originais da Magna Carta e o único que podia ser posto à venda. Pertencia desde 1984 à fundação criada pelo milionário Ross Perot, antigo candidato presidencial independente, e encontrava-se exposto nos Arquivos Nacionais de Washington.

    A maior parte das outras cópias estão conservadas e arquivos, catedrais e universidades britânicas e o único outro exemplar no estrangeiro encontra-se na Austrália.
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