Considerado o estado mais conservador do país, foi lá que foi aprovada, no ano passado, a legislação que garante distribuição gratuita do remédio pelo SUS (Sistema Único de Saúde), sem limitação patológica prescricional e que imputa ao governo a responsabilidade de promover uma campanha de capacitação dos profissionais de saúde.
Ora, o acesso à canábis medicinal é, na sua opinião, um dos grandes problemas que este medicamento enfrenta no país, não apenas no seu financiamento a quem não pode pagar, mas também “quem pode, não encontra um médico com capacidade de prescrever”. Além disso, o preconceito, “que desaparece quando a pessoa ou alguém da família se encontra em estado de extrema dor e começa a utilizar o remédio e ele surte efeito”.
Para fazer face a estes problemas, Paulinha revela que vai trabalhar em duas frentes: na capacitação dos médicos para os efeitos do canábis medicinal (“temos um projeto-lei para levar para a Brasília”); e o financiamento do remédio através do SUS.
