Cidadão pede mais segurança em acesso a zona balnear após neta fraturar o pé

Uma jovem de 23 anos fraturou o pé direito, depois de ter caído no acesso à praia do Monte Verde. O incidente, que aconteceu no início de setembro, deveu-se ao facto de os três degraus após a rampa de acesso se encontrarem cobertos. Ao Açoriano Oriental, João Pereira, avô da vítima, pede que as entidades competentes reforcem a segurança do espaço



“A minha neta ia para a praia, desceu a rampa de acesso em madeira que colocaram lá, só que antes de chegar à areia, há três degraus que não estão devidamente sinalizados e, nesse dia, estavam cobertos com a areia. Ela não se apercebe e cai”, reconta o avô.

A jovem foi auxiliada por uma banhista que estava no local, que acabou por levar a vítima para as urgências do Hospital do Divino Espírito Santo, tendo a senhora partilhado que o seu marido também partiu a perna naquele preciso local.

“A ideia foi bem intencionada, mas falta-lhe proteção adequada, sobretudo nos lances mais perigosos, além de que as listas avisadoras não têm sido limpas com a frequência adequada e não tenho dúvidas de que nos sítios mais perigosos seria de toda a conveniência colocar apoios laterais”, acrescenta João Pereira.

A neta, que se preparava para dar início ao estágio após a graduação no curso de Psicologia Clínica Sistémica, vai ter de ficar um mês imobilizada para recuperar da lesão.

Após o sucedido, o seu avó procurou contactar as entidades competentes, mas confessa não ter obtido uma respostas satisfatória. “Chocou-me sobremaneira a forma como a Câmara remeteu o assunto para a responsabilidade da Junta de Freguesia, que me negou tal facto, e não demonstrou o menor interesse pelo estado de saúde da minha neta”.

Contactado pelo Açoriano Oriental, a autarquia da Ribeira Grande esclarece que a rampa e os degraus de acesso à praia foram instalados após pedidos da comunidade, principalmente surfistas, que sinalizavam a falta de condições existentes.

“Depois da colocação do mesmo, já chegaram palavras de elogio ao trabalho realizado. Nunca chegou uma única queixa à Câmara Municipal sobre a estrutura montada”, revela. Na resposta ao jornal, a autarquia sinaliza o tom “acusatório e ameaçador” em que João Pereira expôs a situação e que não tem conhecimento de outras lesões causadas pelo equipamento.

“A estrutura é sólida, tem alguns degraus devidamente identificados com uma fita antiderrapante preta e amarela, para que visualmente se torne fácil de identificar”.

A Câmara explica, ainda, que após o contacto do avô da vítima, o coordenador responsável pela montagem do passadiço e a vice-presidente do executivo deslocaram-se ao local e verificam o bom estado da infraestrutura, tendo, Ainda assim, reforçado a visualização da marcação de degraus com mais fita antiderrapante.

Foi ainda solicitado à Junta de Freguesia da Conceição, ao abrigo do contrato interadministrativo, que reforçasse a limpeza dos degraus. 

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