“O turismo não pode ser gerido ao sabor das circunstâncias. Os Açores precisam de uma visão estratégica de longo prazo, que combine promoção, acessibilidades, infraestruturas, qualificação da oferta e criação de riqueza para as famílias e empresas açorianas”, afirmou o líder parlamentar do Chega açoriano, José Pacheco, citado numa nota de imprensa do partido.
Por sua vez o parlamentar Francisco Lima, também citado no comunicado, referiu que os Açores “não podem continuar a viver de anúncios e [de] intenções”.
“Precisamos de saber qual é o plano do Governo [Regional] para o turismo dos próximos dois anos, que objetivos pretende alcançar e quais os resultados concretos que espera obter”, referiu Francisco Lima para justificar o requerimento enviado ao executivo (PSD/CDS-PP/PPM) através do parlamento regional.
Segundo o Chega, o Governo Regional continua a apresentar o turismo como um dos principais motores da economia, mas “não tem sido capaz de explicar que plano existe para os próximos anos, quais os mercados prioritários a conquistar, que investimentos promocionais estão previstos e de que forma serão aproveitadas as infraestruturas construídas ou em construção em várias ilhas”.
Os “sinais de desaceleração” da procura do arquipélago por alguns mercados emissores de turistas é uma das preocupações apontadas pelo Chega, que considera que a situação “exige uma resposta rápida e planeada” por parte do executivo regional.
“Apesar do investimento de milhares de euros na promoção externa do destino Açores, continua por esclarecer a avaliação que o Governo [Regional] faz desses investimentos, quais os mercados que estão efetivamente a crescer e que medidas estão previstas para responder a eventuais quebras na procura”, referiu.
Os deputados do Chega/Açores estiveram hoje na gare marítima de passageiros do porto das Pipas, em Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, onde constataram a importância daquela infraestrutura para a receção de visitantes que chegam por via marítima à ilha.
No entanto, assinalam que a gare marítima apresenta “várias fragilidades” e que, apesar dos sucessivos anúncios e das promessas feitas ao longo dos últimos anos, “continua sem estar concluída”, uma situação que limita o aproveitamento pleno do potencial turístico e económico daquela zona portuária.
Para o partido é “necessário garantir que as obras são executadas dentro dos prazos previstos e que fazem parte de uma estratégia integrada de desenvolvimento económico”.
